A família da modelo catarinense Lidiane Aline Lorenço, de 33 anos, e da filha Miana Sophia Santos, de 15 anos, mortas por inalação de gás tóxico em um apartamento de luxo na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, cobra acesso integral ao inquérito policial.
Os advogados que representam os familiares afirmam que parte da documentação ainda não foi liberada, mesmo após diversas solicitações formais. Em nota oficial, os advogados José Orlando Senna e Rodrigo Moulin, representantes da família de Lidiane e Miana Sophia, afirmam que o acesso ao inquérito foi concedido apenas de forma parcial.
Solicitação da família da modelo catarinense
Segundo a nota, o material completo é essencial para esclarecer pontos pendentes sobre o caso. “Apesar do trabalho prestimoso da Polícia Civil do Rio de Janeiro, ainda é necessário o acesso integral ao inquérito, com base no artigo 7º, inciso XIV da Lei 8.906/94 e na Súmula Vinculante 14”, diz o documento.
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A defesa destacou que vai protocolar novos requerimentos junto à Polícia para obter informações detalhadas sobre a vistoria da empresa Atos Gás Inspeção de Gás, que apresentou supostas inconsistências nos documentos do inquérito.
Monóxido de carbono: perigo silencioso
O laudo da Polícia Civil confirmou que mãe e filha morreram por inalação de monóxido de carbono, gás tóxico imperceptível que pode causar desmaios e morte em poucos minutos. O vazamento teria ocorrido em razão de irregularidades nas instalações do sistema de gás do imóvel.
De acordo com o médico e gerente técnico do Samu, Alfredo Schmidt-Hebbel Busch, o gás se liga à hemoglobina do sangue e impede o transporte de oxigênio no corpo.
“A pessoa pode continuar respirando, mas o oxigênio não chega aos tecidos. Isso causa perda de consciência rápida e pode ser fatal”, explica o especialista.
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Lidiane Aline Lorenço, de 33 anos, e a filha Miana Sophia Santos, de 15. – Montagem/ND MaisFoto 1 de 8
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Laudo confirma morte de modelo catarinense e filha no RJ. – Montagem/ND MaisFoto 2 de 8
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Influenciadora catarinense e filha foram encontradas mortas em cômodos diferentes, no RJ. – Divulgação/NDFoto 3 de 8
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Lidiane Lorenço e a filha eram naturais de Santa Cecília. – Divulgação/NDFoto 4 de 8
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Modelo catarinense e filha foram encontradas mortas em um apartamento no Rio de Janeiro. – Divulgação/NDFoto 5 de 8
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Modelo catarinense e filha foram encontradas mortas no Rio de Janeiro. – Divulgação/NDFoto 6 de 8
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A modelo catarinense foi encontrada morta com a filha em um apartamento no Rio de Janeiro. – Divulgação/NDFoto 7 de 8
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Lidiane e a filha eram de Santa Cecília, onde foram veladas e sepultadas. – Divulgação/NDFoto 8 de 8
Investigação continua no RJ
O caso segue sob apuração na 16ª Delegacia de Polícia da Barra da Tijuca, que investiga as circunstâncias da tragédia e possíveis responsáveis pelas falhas no sistema de gás.
Os corpos de Lidiane e da filha foram transladados para Santa Cecília, no Meio-Oeste de Santa Catarina, e sepultados em 12 de outubro, sob forte comoção. Familiares e amigos prestaram homenagens nas redes sociais.
Os advogados afirmam que, assim que obtiverem acesso completo às cópias do inquérito e às imagens das câmeras do prédio, um novo parecer será divulgado.
Fonte ==> NDMais