Sem resposta do Poder Público Municipal, vídeos sobre atos obscenos ampliam pressão por providências em Florianópolis • Sul de Floripa

Sem resposta do Poder Público Municipal, vídeos sobre atos obscenos ampliam pressão por providências em Florianópolis 1

Conteúdos publicados por Bruno Souza e pela página SOS Praia da Galheta são removidos das redes, enquanto denúncias seguem sem posicionamento oficial da Prefeitura e Câmara de Vereadores

A ausência de posicionamento da Prefeitura e da Câmara de Vereadores de Florianópolis diante de denúncias de atos obscenos em áreas públicas da cidade tem intensificado a repercussão do caso nas redes sociais e na imprensa. Um novo vídeo divulgado pelo ex-deputado Bruno Souza reforça as críticas à falta de ação — e acabou sendo removido do Instagram, assim como outras publicações de outros perfis – até mesmo da imprensa – sobre o tema. As imagens, no entanto, são do mesmo registro captado por drone e divulgadas originalmente pela página SOS Praia da Galheta, ligada a moradores da região.

Gravado em áreas próximas à Praia da Galheta e à Praia Mole, o vídeo mostra que, mesmo após denúncias feitas há cerca de um mês pelo ex deputado estadual, episódios envolvendo sexo explícito e descarte irregular de resíduos continuam sendo registrados em trilhas e áreas de preservação. Segundo Bruno Souza, as imagens são recentes e foram captadas durante o feriado, em pleno domingo de Páscoa, reforçando a percepção de inércia por parte das autoridades municipais.

Além da repercussão, chama atenção o fato de que conteúdos relacionados ao caso vêm sendo retirados das redes sociais. O segundo vídeo publicado por Bruno Souza foi derrubado pelo Instagram, assim como a publicação original da página SOS Praia da Galheta. A denúncia, que chegou a ganhar espaço em perfis e veículos regionais, também enfrentou remoções em outras páginas que repercutiram o conteúdo, ampliando o debate sobre os limites das plataformas e a circulação de informações.

Para o ex-deputado, a situação evidencia um contraste entre as políticas das redes sociais e a ausência de ação do poder público. “O Instagram não permite mostrar o que está acontecendo na Praia Mole e na Galheta. Entretanto, a prefeitura permite que aconteça. Ou seja, nem o Instagram quer mostrar o que a prefeitura permite que aconteça”, afirmou. Ele também reforça a cobrança direta às autoridades municipais: “Desde que comecei a denunciar os fatos, várias reportagens aconteceram, houve muita repercussão na imprensa local e nacional, mas até agora não houve qualquer ação por parte do poder público municipal”, completou.

As denúncias envolvem não apenas a prática de atos obscenos em local público — o que pode configurar crime conforme o artigo 233 do Código Penal —, mas também possíveis infrações ambientais, devido ao descarte de resíduos em áreas de preservação permanente (APP).

A situação amplia o debate sobre fiscalização, uso adequado de espaços públicos e preservação ambiental em regiões de grande circulação. Embora a Praia da Galheta tenha histórico associado ao naturismo, especialistas reforçam a distinção entre a prática e comportamentos de natureza sexual em espaços abertos.

Diante da continuidade dos registros, da remoção de conteúdos nas redes e da falta de posicionamento oficial até o momento, cresce a pressão para que Prefeitura e Câmara de Vereadores apresentem medidas concretas de fiscalização, ordenamento e resposta à situação.



Fonte ==> Sul De Floripa

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