O rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro alcançou R$ 3.722 no primeiro trimestre de 2026, de acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (30).
O valor, que representa acréscimo real de 5,5% em relação ao mesmo período em 2025 (já descontada a inflação), é o maior registrado em toda série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), iniciada em 2012.
O trimestre encerrado em março é o segundo consecutivo em que o salário médio supera a casa dos R$ 3,7 mil. No período de três meses terminado em fevereiro, o rendimento foi de R$ 3.702. Na comparação com o quarto trimestre de 2025, quando o salário médio era de R$ 3.662, houve expansão de 1,6%.
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A pesquisa do IBGE coleta informações de dez grupos de atividades. Em oito deles, o rendimento médio ficou estável (sem variação significativa). Em dois, houve aumento médio de salários: no comércio, alta de 3% (mais R$ 86); na administração pública, 2,5% (mais R$ 127).
Dois grupos de atividades apresentaram aumento do salário médioFoto: Mateus Andre/Freepik/Direitos ReservadosCausas do aumento do salário médio
De acordo com informações da Agência Brasil, a coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, aponta que parte desse rendimento recorde pode ser atribuída ao aumento do salário mínimo. Em janeiro, ele foi fixado em R$ 1.621, representando um aumento de R$ 103 em relação ano ano passado.
“Pode ter uma participação já dessa questão do reajuste do salário mínimo, que é uma recomposição e até ganhos reais [acima da inflação]”, afirmou.
No entanto, a analista destaca outro fator: no primeiro trimestre de 2026 houve redução de 1 milhão de pessoas na quantidade de trabalhadores ocupados em comparação com o quarto trimestre de 2025.
A diminuição do contingente foi mais concentrada em trabalhadores informais, que ganham menos. “Então, a média de rendimento dos que estão ocupados nesse primeiro trimestre de 2026, comparativamente, é maior que a média de rendimento do quarto trimestre”, completa.
Salário médio bate recorde históricoFoto: Freepik/Reprodução/ND MaisTaxa de desemprego
A Pnad é o principal retrato do emprego no país e apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.
No primeiro trimestre do ano, a taxa de desemprego ficou em 6,1%, a menor já registrada para o período.
Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
*Com informações da Agência Brasil
Fonte ==> NDMais