A catarinense UpFlux anunciou um investimento de R$ 8 milhões para acelerar sua nova estratégia de Enterprise AI, movimento que marca a evolução da empresa de inteligência de processos para automação operacional baseada em inteligência artificial. A meta é dobrar de tamanho anualmente e atingir R$ 100 milhões de faturamento até 2028.
Fundada em Jaraguá do Sul, a empresa ganhou relevância nos últimos anos ao atuar com Process Intelligence em grandes operações corporativas. Hoje, atende empresas como Electrolux, VR, Lindt, Unimed e Duas Rodas, além de ser reconhecida pelo Gartner e pelo Everest Group como a única representante da América Latina no segmento.
Agora, a companhia avança para uma nova camada de atuação: além de identificar gargalos operacionais dentro dos ERPs, passa também a automatizar decisões e atividades executadas nas rotinas corporativas.
“O mercado já percebeu que IA sozinha não resolve o problema das grandes empresas. O desafio está em conectar inteligência artificial ao contexto real da operação”, afirma Alex Meincheim, CEO e cofundador da UpFlux.
A nova arquitetura da empresa combina process mining, inteligência operacional e agentes autônomos capazes de atuar diretamente em processos internos.
Na prática, tarefas antes realizadas manualmente, como análise de dados, identificação de desvios, validações e acompanhamento operacional, passam a ser executadas com apoio de IA.
Segundo a empresa, a tecnologia opera integrada aos sistemas corporativos e utiliza milhões de registros capturados dos ERPs para compreender como os processos realmente acontecem dentro das organizações.
A primeira frente de expansão da solução está concentrada em compras indiretas do tipo MRO (manutenção, reparo e operações), categoria conhecida pelo alto volume de demandas repetitivas e operacionais dentro das empresas.
“Passamos anos ajudando as empresas a enxergar seus processos. Agora, começamos a automatizar parte dessa execução operacional”, afirma Carlos Eduardo Marcondes, diretor de Growth da UpFlux.
A movimentação acontece em um momento em que grandes empresas começam a buscar aplicações mais práticas e mensuráveis para inteligência artificial, especialmente em áreas ligadas à eficiência operacional e produtividade.
“A discussão deixou de ser sobre testar IA. O mercado quer retorno financeiro claro. Por isso criamos o conceito de ROAI, retorno sobre investimento em inteligência artificial”, complementa o CEO.
Fundada em 2017, a empresa conta com apoio de fundos como Aggir, Citrino e Alexia Ventures. A empresa afirma entregar retorno médio de seis vezes sobre os investimentos realizados pelos clientes em projetos ligados à inteligência operacional.
Fonte ==> EconomiaSC