Por Fernando Engelmann, diretor de tecnologia da SoftExpert.
A cibersegurança opera como a base da proteção na era digital, garantindo a confidencialidade, integridade e disponibilidade dos dados corporativos. Com ambientes tecnológicos cada vez mais descentralizados e complexos, manter uma estrutura robusta de defesa deixou de ser apenas uma demanda técnica para se tornar um requisito fundamental para a sobrevivência dos negócios.
O cenário atual mostra que o impacto financeiro das violações continua a crescer de forma constante, atingindo um custo médio global de US$ 4,88 milhões em 2024, cerca de R$ 25,3 milhões.
Somado à expansão da superfície de ataque, falhas na proteção de dados expõem as organizações a pesadas multas regulatórias, paralisação operacional (como nos casos de ransomware) e danos irreparáveis à reputação da marca.
Nesse contexto, um dos fatores mais críticos é o avanço da Inteligência Artificial (IA), que atua no mercado corporativo tanto como escudo quanto como arma.
A tecnologia exige que as empresas enfrentem ameaças cada vez mais sofisticadas, como deepfakes ultrarrealistas e campanhas de phishing em massa escaladas por IA, demandando um nível de atenção muito superior ao dedicado aos malwares tradicionais.
Para combater essas ameaças em evolução, a adoção da Arquitetura de Confiança Zero (Zero Trust) representa o principal passo para a proteção das infraestruturas. O modelo opera sob o princípio de “nunca confie, sempre verifique”, exigindo a autenticação contínua de cada usuário e dispositivo e isolando os acessos para bloquear a movimentação de invasores dentro da rede.
Diante da complexidade dos ataques, gerenciar defesas através de aplicativos desconexos é ineficiente e altamente arriscado.
A adoção de tecnologias integradas, alinhadas a diretrizes rigorosas (como a estrutura do NIST) e treinamentos de higiene cibernética, garante que a conformidade seja mantida com precisão e que a segurança da informação se consolide como um verdadeiro pilar estratégico da gestão moderna.
Fonte ==> EconomiaSC