Escola aposta no Minecraft em projeto de inclusão social de alunos neurodivergentes em SC

Escola aposta no Minecraft em projeto de inclusão social de alunos neurodivergentes em SC

Escola de Ensino Básico Normélio Cunha, em Sombrio, no Sul de SC, apostou no jogo para gerar interação entre os alunos do AEE e AEEDVFoto: Divulgação/Escola Normélio Cunha/ND Mais

O jogo Minecraft, popular entre crianças e adolescentes de todo o mundo, virou um ambiente de aprendizado e interação social na Escola de Ensino Básico Normélio Cunha, em Sombrio, no Sul de Santa Catarina.

O projeto Educar em Blocos, idealizado pelos professores Lucimara Ferraz Santos e João Paulo Santos da Silva, tem como objetivo promover a interação social entre os alunos da AEE (Atendimento Educacional Especializado) e da AEEDV (Atendimento Educacional Especializado para Deficientes Visuais).

Escola vista de foraFoto: Divulgação/Escola Normélio Cunha/ND MaisEscola vista de foraFoto: Divulgação/Escola Normélio Cunha/ND Mais

Por meio do jogo, os alunos se conectam para reconstruir a escola no ambiente virtual, bloco por bloco. Além do projeto principal de recriação do ambiente escolar, os estudantes participam de atividades recreativas conjuntas no jogo, fortalecendo habilidades socioemocionais como cooperação, respeito, empatia e convivência.

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Projeto com Minecraft ajudou na socialização de alunos com a família

Projeto ajudou na socialização de alunos com a famíliaFoto: Divulgação/Escola Normélio Cunha/ND MaisProjeto ajudou na socialização de alunos com a famíliaFoto: Divulgação/Escola Normélio Cunha/ND Mais

Para Maria das Graças Daniel Matos, avó de um dos alunos integrantes do projeto, a mudança no comportamento do menino já é perceptível. “Depois do projeto foi uma evolução maravilhosa. Ele era muito solitário, a gente fazia de tudo, sempre dando suporte, mas a gente via a carência de amizade. Esse projeto ajudou muito. Ele se soltou inclusive em casa”, disse.

O neto de Maria das Graças tem TEA (Transtorno do Espectro Autista) nível 1, e possuía dificuldade para se conectar com outras crianças. No entanto, a partir da interação proporcionada pelo projeto, o menino conseguiu criar novas amizades. “Ele hoje é sociável, eu vejo uma mudança extrema por ele fazer amigos. Ele conta com prazer que amigos vão na casa dele”, destacou Maria das Graças.

Alunos com deficiência visual puderam conhecer ambientes da escola pelo jogo

Alunos com deficiência visual puderam conhecer ambientes da escola pelo jogoFoto: Divulgação/Escola Normélio Cunha/ND MaisAlunos com deficiência visual puderam conhecer ambientes da escola pelo jogoFoto: Divulgação/Escola Normélio Cunha/ND Mais

Para os alunos da AEEDV, o projeto é ainda mais recompensador. De acordo com o professor João Paulo Santos da Silva, as alunas com deficiência visual conseguiram conhecer espaços da escola por meio da recriação do espaço no ambiente virtual.

“Hoje a gente tem uma equipe que ajuda. As meninas perceberam, ao construir a escola, lugares que elas não conheciam. O ambiente que elas conseguiram ver dentro do jogo, melhorou a localização delas na escola real, porque os ambientes são iguais”, apontou Silva.

Projeto iniciou em 2025 e expandiu para toda a escola

Projeto iniciou em 2025 e expandiu para toda a escolaFoto: Divulgação/Escola Normélio Cunha/ND MaisProjeto iniciou em 2025 e expandiu para toda a escolaFoto: Divulgação/Escola Normélio Cunha/ND Mais

O projeto teve início em 2025, dentro do AEE e, em um primeiro momento, contava apenas com os alunos do atendimento especializado. No entanto, foi expandido para todos os alunos da escola.

“A gente dá o primeiro passo para a inclusão, porque começam a participar alunos da educação especial e alunos que não são da educação especial. Eles começam a aprender a lidar com as variações de jeitos e gostos”, afirmou a professora Lucimara Ferraz, uma das idealizadoras do projeto.

Apesar de nascer no ambiente escolar, o projeto transcende a sala de aula. Os alunos que participam do programa podem acessar o servidor do jogo diretamente de casa e interagir com os colegas por meio de uma plataforma de áudio monitorada pelos professores.

Gustavo dos Santos Fernandes é um ex-aluno da instituição, mas continua jogando e interagindo com os colegas. “Agora que eu já saí da escola, não consigo estar o tempo todo jogando, tenho trabalho, mas ainda participo”, disse.



Fonte ==> NDMais

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