A pressão por resultados no marketing (CMOs) e vendas (CROs, CFOs e diretores) atingiu o maior patamar da década. E por incrível que pareça, o problema não é necessariamente gerar mais resultado, mas sim provar o impacto do esforço já realizado, diretamente no caixa da empresa.
Nesse contexto, a promessa de que a Inteligência Artificial (IA) resolveria tudo de forma “mágica” esbarrou em uma dura realidade: nem o melhor modelo consegue extrair valor de dados desorganizados e descontextualizados.
E o diagnóstico final é ainda mais severo: a carência de profissionais especializados deixa as iniciativas comerciais à mercê da sorte. Sem uma base sólida, cada nova campanha se torna, literalmente, uma aposta no escuro.
De olho nesse cenário complexo, a startup catarinense Laiki assumiu a missão de provar, o real impacto das ações de marketing na receita das empresas. Selecionada para o Programa 1K do Startup Summit, a empresa organiza o ecossistema de ferramentas comerciais e propõe o fim do “escuro em dados” de marketing e vendas que assombra as corporações.
A tese da startup ganha força pela complementaridade de seus fundadores: Eduardo Agustin Velardez (CMO), Juan Manoel Pujol (CTO) e Gabriel Bilck (CFO). Essa união nativa entre marketing, engenharia de software e finanças reflete exatamente a natureza do problema que eles decidiram atacar.
O problema não é a IA, é o idioma dos dados
Para a liderança da Laiki, o mercado comete um erro ao buscar soluções preditivas de última geração sem antes arrumar a casa.
“A gente acredita que nem o melhor modelo de IA consegue resolver este problema atualmente, porque o problema não é a análise de dados, mas sim a forma como as empresas lidam com seus dados atualmente”, pontuam os sócios.
O diagnóstico descreve uma dor idêntica à de grande parte dos gestores: à medida que as empresas crescem, elas adicionam novos softwares ao seu ecossistema, uma plataforma para automação de e-mails, outra para anúncios, uma outra como CRM para o time de vendas e assim por diante. No fim das contas, a tecnologia que deveria integrar acaba isolando.
“Cada ferramenta que a empresa utiliza vira um novo silo de informação e, para piorar, cada sistema fala uma ‘língua’ diferente. Por mais que o gestor tente cruzar os relatórios no fim do mês, os dados parecem nunca bater”, explicam os fundadores.
Para a diretoria, isso se traduz na impossibilidade de fazer uma atribuição de mídia justa e na falta de previsibilidade sobre quais canais realmente trazem receita para o caixa.
O modelo híbrido: tecnologia com “mão na massa”
Entendendo que o mercado está saturado de softwares que entregam apenas dashboards bonitos, mas sem contexto prático, a Laiki adotou um modelo de negócio consultivo e focado em processos. A empresa opera através de uma plataforma SaaS (software como serviço) combinada com serviços de apoio estratégico integral.
“A maior parte das empresas que atendemos precisa de um apoio integral em todo o processo. Isso envolve desde o início, na coleta de eventos e interações do usuário, passando pela padronização rigorosa desses dados, até a organização tática das campanhas”, apontam.
Essa abordagem garante que a tecnologia seja implementada sobre dados limpos. Ao criar uma única fonte de verdade para os dados corporativos, torna-se possível rastrear toda a jornada de compra do cliente. Se um lead clicou em um anúncio há três meses e fechou um contrato de alto valor hoje, os pontos são finalmente conectados.
O próximo grande movimento do ecossistema de tecnologia
A presença da Laiki no Startup Summit 2026 não é um fato isolado. A startup vem do mesmo ecossistema de inovação catarinense que já viu crescer marcas como RD Station, Exact Sales e tantas outras referências que ajudaram a pavimentar o caminho para uma operação de vendas e também de marketing mais eficiente e inteligente no país.
Para os fundadores, as plataformas de dados representam o próximo salto evolutivo desse mercado, tornando-se uma ferramenta estrutural indispensável.
“Acreditamos que no futuro, toda operação de vendas, marketing e até outros setores como CS vão usar uma plataforma de dados como a Laiki de forma obrigatória, pois somente com uma plataforma como a Laiki, você tem a confiança de que seu time ou seus agentes de IA, estão consumindo dados organizados que você realmente pode confiar”, projetam os sócios.
Em um mercado complexo, a capacidade de provar o retorno sobre o investimento (ROI) por canal e campanha deixou de ser um diferencial técnico e passou a ser um pilar de sobrevivência e escala. Afinal, a verdadeira vantagem competitiva não pertence a quem coleta o maior volume de dados, mas a quem sabe exatamente onde eles se transformam em receita real.
O amadurecimento do setor exige que as lideranças olhem para a tecnologia não como um acessório, mas como a base da estratégia.
“Marketing em 2026 é sobre criatividade, mas também sobre tecnologia e inteligência de dados. Na era dos agentes de IA, é essencial que você tenha na sua carteira uma plataforma que sustente tecnologicamente as suas iniciativas e que te permita PROVAR o desempenho de cada campanha”, concluem.
Fonte ==> EconomiaSC