O número de brasileiros que associam pobreza à preguiça chegou a 40%, o maior percentual registrado desde o início da série histórica do Datafolha, em 2013. O índice quase dobrou em relação a 2022, quando essa percepção era compartilhada por 22% dos entrevistados.
Apesar do aumento, a maioria dos brasileiros (58%) ainda afirma que a pobreza está ligada principalmente à falta de oportunidades iguais para ascensão social. Outros 3% disseram não saber responder.
Os dados são de uma pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (3), que ouviu presencialmente 2.004 eleitores de 16 anos ou mais em 139 municípios brasileiros.
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Brasileiros que associam pobreza à preguiça atingem maior índice da série
Segundo o levantamento, a evolução histórica desse indicador foi a seguinte:
- 2013: 32%;
- 2014: 37%;
- 2017: 21%;
- 2022: 22%;
- 2026: 40%.
O percentual registrado neste ano representa o maior nível desde que a pesquisa começou a medir essa percepção.
Pesquisa aponta recorde entre os brasileiros que associam pobreza à preguiçaFoto: Canva/ND MaisComo a percepção varia entre os brasileiros?
A pesquisa mostra diferenças conforme renda, ocupação, idade e preferência eleitoral.
Entre os empresários, 56% afirmaram que boa parte da pobreza está ligada à preguiça de pessoas que não querem trabalhar, o maior percentual entre as categorias profissionais analisadas. Já entre os funcionários públicos, esse índice foi de 28%, o menor registrado.
Diferenças por renda e idade
Maioria ainda atribui a pobreza à falta de oportunidades, segundo a pesquisaFoto: Reprodução/ND MaisEntre os entrevistados com renda familiar de 2 a 5 salários mínimos, 43% associaram a pobreza à preguiça, enquanto 55% apontaram a falta de oportunidades.
Na faixa com renda superior a 10 salários mínimos, 63% disseram que a pobreza está relacionada principalmente à ausência de oportunidades iguais.
A idade também influenciou as respostas. Entre jovens de 16 a 24 anos, apenas 22% associaram pobreza à preguiça. Já entre pessoas com 60 anos ou mais, esse percentual chegou a 49%, empatado tecnicamente com os 48% que atribuíram a pobreza à falta de oportunidades.
Como a pesquisa foi feita?
O levantamento integra a matriz ideológica do Datafolha, que reúne temas relacionados a comportamento e opinião pública.
As entrevistas foram realizadas nos dias 17 e 18 de junho de 2026, com margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
Fonte ==> NDMais