O confronto entre França e Marrocos, nesta quinta-feira (9), às 17h, pelas quartas de final da Copa do Mundo, vai além da disputa por uma vaga na semifinal. O duelo evidencia a forte ligação cultural e histórica entre os dois países: seis jogadores do elenco marroquino nasceram na França e tinham a possibilidade de atuar pela seleção francesa, mas optaram por representar Marrocos.
A situação é resultado da diáspora, que gerou uma grande comunidade marroquina estabelecida na França ao longo das últimas décadas. Muitos atletas cresceram no sistema de formação do futebol francês, passaram pelas categorias de base de clubes do país e, em alguns casos, chegaram a defender seleções francesas de base antes de escolherem representar o país de origem de suas famílias.
O caso que mais chama atenção é o do meio-campista Ayyoub Bouaddi. Considerado uma das revelações da Copa, o jogador foi capitão da seleção francesa sub-21 até março deste ano, mas decidiu defender Marrocos pouco antes da Copa do Mundo após o trabalho de convencimento realizado pela federação marroquina.
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Ayyoub Bouaddi é uma das revelações desta Copa do MundoFoto: X/Reprodução/ND MaisAlém de Bouaddi, completam a lista de atletas nascidos na França que atuam por Marrocos nesta Copa: Neil El Aynaoui, Bilal Nadir, Yanis Begraoui, Anass Zaroury e Naoufel El Hannach. Todos poderiam representar os Bleus pelas regras de elegibilidade da Fifa, mas decidiram vestir a camisa marroquina.
Espanha também é grande fornecedora de talentos para Marrocos
Dos 26 convocados para a Copa por Marrocos, 19 nasceram no exterior, mas decidiram representar a origem de suas famílias. Além da França, a Espanha também é outra fornecedora importante de atletas à equipe, também com seis convocados nascidos no país. São eles: Achraf Hakimi, Brahim Díaz, Chadi Riad, Ismael Saibari, Munir El Kajoui e Ayoube Amaimouni.
Equipe pode repetir campanha de 2022 se eliminar a França nesta quinta-feira (9)Foto: X/Reprodução/ND MaisA presença desses jogadores simboliza uma característica marcante da seleção marroquina, que reúne atletas formados em diferentes centros do futebol europeu, mas que mantêm vínculos familiares e culturais com o país africano. O cenário ajuda a explicar a competitividade da equipe, que volta a fazer uma boa campanha na Copa do Mundo.
Em 2022, a equipe foi eliminada para a própria França na semifinal, naquela que foi a melhor campanha de uma equipe africana em Copas do Mundo.
Fonte ND Mais