Golfinho resgatado em Laguna segue em reabilitação em Florianópolis • Sul de Floripa

Golfinho resgatado em Laguna segue em reabilitação em Florianópolis 1

Um golfinho-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus) resgatado após encalhar na Praia da Cigana, em Laguna, está em tratamento no Centro de Reabilitação da Associação R3 Animal, em Florianópolis. O animal, batizado de Martim, é o primeiro exemplar da espécie a receber cuidados na instituição.

O resgate foi realizado no dia 2 de julho pela equipe do Laboratório de Zoologia da Udesc, responsável pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP). Após os primeiros atendimentos na faixa de areia, o golfinho foi encaminhado para a Unidade de Estabilização de Fauna Marinha da universidade e, no dia seguinte, transferido para o Centro de Reabilitação da R3 Animal.

O transporte entre Laguna e Florianópolis, em um percurso de aproximadamente 120 quilômetros, foi realizado em um trailer adaptado da associação, com acompanhamento de veterinários e biólogos. A operação contou ainda com escolta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina, reduzindo o tempo de deslocamento e o estresse do animal.

Recuperação

Martim é um macho jovem, com idade estimada em um ano e meio, cerca de 1,80 metro de comprimento e 72 quilos. Segundo a equipe veterinária, ele chegou desidratado e apresentava alterações em exames de sangue, recebendo tratamento para estabilização do quadro clínico.

Embora a causa do encalhe ainda não tenha sido confirmada, uma das hipóteses é que o animal tenha se separado da mãe antes do período habitual de convivência, já que os filhotes dessa espécie costumam permanecer com ela até aproximadamente os dois anos de idade.

Desde que chegou ao centro de reabilitação, Martim permanece em uma piscina de água salgada sob monitoramento permanente. Nos primeiros dias, precisou do auxílio da equipe para conseguir nadar, mas após cinco dias passou a se locomover sozinho, um avanço considerado importante pelos profissionais.

O tratamento inclui alimentação com peixes inteiros e papa de peixe, administração de medicamentos e acompanhamento clínico constante, com exames de sangue, ultrassonografia e monitoramento da frequência cardíaca e respiratória.

A expectativa da equipe é que o golfinho seja devolvido ao mar assim que apresentar condições clínicas adequadas e atender aos critérios veterinários para soltura.

Fonte: Associação R3 Animal e Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP).



Fonte ==> Sul De Floripa

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

7 * 4 = ?
Reload

Please enter the characters shown in the CAPTCHA to verify that you are human.