ONU enfrenta maior crise financeira de sua história sob pressão de Trump

ONU enfrenta maior crise financeira de sua história sob pressão de Trump

Com os discursos de líderes de governo e Estado na sua Assembleia Geral em Nova York, a ONU sempre fica sob holofotes mais intensos em setembro – e essas luzes vêm expondo que a organização enfrenta sua maior crise financeira desde sua criação, em 1945.

A principal explicação para essa crise são os cortes de financiamento que o presidente americano, Donald Trump, impôs às Nações Unidas e suas agências desde que voltou à Casa Branca, no início de 2025.

Os Estados Unidos se retiraram de vários órgãos da ONU, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Conselho de Direitos Humanos e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco, na sigla em inglês), além de ter mantido o bloqueio de recursos para a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) e de ter cortado verbas para outros, como o Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa).

Os americanos são os maiores contribuintes ao caixa da ONU, respondendo por 22% do orçamento regular da organização e 26,15% do orçamento das suas operações de paz, de acordo com um relatório recente do Serviço de Pesquisa do Congresso americano.