Avaí domina, cria, mas esbarra nas próprias limitações na dura derrota contra o Ceará

Avaí domina, cria, mas esbarra nas próprias limitações na dura derrota contra o Ceará

O lateral esquerdo Douglas Teixeira, foi o que mais finalizou no primeiro tempo pelo AvaíFoto: Fabiano Rateke/AFC/ND

O Avaí sabia antes de a bola rolar que o Ceará era o adversário mais difícil dos três confrontos diretos que teria pela frente. E também sabia que, jogando na Ressacada, não poderia deixar escapar a oportunidade de diminuir a diferença para um concorrente direto.

A derrota por 1 a 0, sofrida aos 51 minutos do segundo tempo, depois de uma cobrança de escanteio, é daquelas que pesam muito na luta contra o rebaixamento. O Ceará abriu nove pontos, e praticamente deixa de estar na briga pelo Rebaixamento. Bom para o Leão da Ilha que o Botafogo perdeu em casa para o Vila Nova, e manteve a diferença de cinco pontos, faltando 21 a disputar. Deixa vida as esperanças de sair da zona ingrata.

Marquinhos Santos, ainda tratado como interino, optou pelo 4-2-3-1, com mais meias (Del Piage, Luiz Henrique, Wenderson, Jean Lucas e Danie Penha), sem jogadores de beirada e Felipe Vizeu como referência. Só que Vizeu se lesionou ainda no aquecimento.

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E aí, na minha avaliação, apareceu o primeiro erro da noite: a escolha por Léo Gamalho, em vez de Caio Suassuna. Gamalho é um jogador de área, forte fisicamente e de referência, mas tem pouca mobilidade e depende muito de bolas laterais e cruzamentos.

O atacante Léo Gamalho, não teve boa atuação na derrota do Avaí para o CearáO atacante Léo Gamalho, não teve boa atuação na derrota do Avaí para o CearáFoto: Fabiano Rateke/AFC/ND

Já Suassuna, apesar de jovem, trás uma dinâmica melhor do que Gamalho. O problema é que o Avaí precisava justamente de movimentação para aproveitar o espaço entre as linhas do Ceará.

Mesmo assim, o Avaí foi superior durante todo o primeiro tempo. Criou oportunidades, teve mais iniciativa e obrigou Richard a trabalhar muito. O goleiro do Ceará foi, para mim, o melhor jogador da primeira etapa. Mas Léo Gamalho praticamente não participou desse bom momento do time. Wenderson, deslocado para o lado direito, também cumpriu uma função importante de força e apoio a João Vitor, mas não tem característica de atacante e faltou qualidade no último terço.

O Avaí voltou bem para o segundo tempo e continuou controlando as ações nos primeiros minutos. Só que futebol também é feito de detalhes. Marquinhos Santos perdeu uma possibilidade de substituição depois de consultar Luiz Henrique sobre sua condição física. O jogador disse que estava bem, mas, posteriormente, passou a sofrer com câimbras e ficou praticamente apenas fazendo número em campo a partir dos 30 minutos, já que o time azurra já tinha feito as três paradas com quatro trocas.

E aí o problema ficou evidente. Com um jogador sem condições físicas para competir efetivamente, o Avaí perdeu força justamente quando precisava aumentar o ritmo para buscar a vitória. O Ceará passou a encontrar espaços, especialmente nos contra-ataques. Bruno Ferreira fez boas defesas e evitou que o adversário marcasse antes, assim como Richard havia feito no primeiro tempo.

Os números mostram um jogo equilibrado, mas também revelam a falta de eficiência do Avaí: 56% de posse, 20 finalizações contra 13 do Ceará, cinco chutes no alvo para cada lado e três grandes chances para cada equipe. A diferença esteve no aproveitamento. O Ceará teve a competência que o Avaí não teve.

Fica nítida a diferença de qualidade nas trocas do Ceará em detrimento das trocas do time Azurra. O Leão carece de opções que possam mudar o nível do time, visto que entraram Gaspar, Wallison, Caio Suassuna, e não teve forças para vencer.

E isso se deu na série B inteira até aqui, e pesa a pressão que sofre o time rodada após rodada, muitos sentem, na tomada de decisão e até lesões surgem diante da fadiga mental também.

A derrota do Botafogo-SP mantém o Avaí vivo na briga para sair do Z4

O volante Wenderson, do Avaí, jogando reforçando o lado direito de ataque na derrota para o Ceará por 1 a 0O volante Wenderson, do Avaí, jogando reforçando o lado direito de ataque na derrota para o Ceará por 1 a 0Foto: Fabiano Rateke/AFC/ND

A derrota é catastrófica pela situação na tabela, mas não encerra a luta. Restam sete jogos, quatro deles na Ressacada, três fora e dois confrontos diretos. E o próximo é contra o Londrina, quarta-feira (7), na Ressacada, um adversário que mostrou fragilidade diante do Criciúma e é um adversário a ser batido. Daniel Penha e Felipe Vizeu receberam o terceiro cartão amarelo e estão fora do confronto contra o Londrina

Quarta-feira (7) não pode ser mais uma oportunidade desperdiçada. O Avaí precisa vencer de qualquer maneira, com organização, eficiência e, sobretudo, raça. A situação ficou muito difícil. Mas ainda não acabou. Até porque o Botafogo-SP é alcançável, após a derrota em Ribeirão Preto, e o Leão ainda está vivo e com chances reais de sair da zona de rebaixamento, desde que faça seu dever de casa.





Fonte ND Mais

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