Educação financeira para crianças pode reduzir inadimplência no Brasil

Pequenos puderam experimentar a venda e compra de produtosFoto: CriaFin/Divulgação/ND Mais

Pequenos puderam experimentar a venda e compra de produtosFoto: CriaFin/Divulgação/ND Mais

Dez cliques bastaram para que um menino de 10 anos gastasse R$ 11,7 mil no jogo Roblox. O caso, que ganhou repercussão no Brasil em 2025, expôs como crianças podem consumir sem compreender o valor do dinheiro, em um país onde quase metade da população está endividada. Diante desse cenário, iniciativas apostam na educação financeira ainda na primeira infância como estratégia para formar hábitos de consumo desde cedo.

Acabou meu dinheiro”, disse a criança. “E o que você faz quando acaba o dinheiro?”, perguntou a educadora. “Eu passo o cartão”, respondeu. Esse diálogo foi presenciado pela economista Laura Pacheco durante uma aula do CriaFin — iniciativa de educação financeira na primeira infância — em uma pré-escola pública de Florianópolis. O método trabalha conceitos como valor do dinheiro, formas de pagamento e escolhas de consumo por meio de atividades lúdicas adaptadas à faixa etária.

O período da primeira infância, quando a criança tem entre 0 e 6 anos, é considerado pela ciência como uma “janela de oportunidades”. Isso porque é nessa faixa etária que o cérebro da criança registra cerca de 1 milhão de sinapses por segundo — ritmo mais intenso do que em qualquer outra fase da vida — e forma cerca de  90% das estruturas cerebrais que servirão de base para o desenvolvimento futuro. Um estudo do economista James Heckman, vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 2000, afirmou que cada dólar investido nessa fase retorna sete vezes à sociedade.

Chrissie Ferreira de Carvalho, neuropsicóloga e especialista em desenvolvimento infantil, explica o por que a primeira infância é um período estratégico: “Nesses primeiros 6 anos ocorre toda a formação da arquitetura cerebral, com a consolidação dos processos cognitivos mais complexos. Entre os 4 e 5 anos temos o primeiro boom desse desenvolvimento. É quando se constrói o que chamamos de fundação da casa, a base sobre a qual toda a estrutura se desenvolve depois.”

O método do CriaFin foi aplicado em 106 crianças de três NEIMs (Núcleos de Educação Infantil Municipal) de Florianópolis em 2025, com o apoio da Fapesc (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina). Os resultados chamaram a atenção de educadores e pesquisadores e, neste ano, a iniciativa voltou a ser aplicada em duas pré-escolas da capital catarinense.

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    Dinâmica recriou cenários do cotidiano para que crianças brincassem enquanto aprendiam a usar seu dinheiro - CriaFin/Divulgação/ND Mais

    Dinâmica recriou cenários do cotidiano para que crianças brincassem enquanto aprendiam a usar seu dinheiro – CriaFin/Divulgação/ND Mais

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    Crianças aprenderam a usar seu "dinheiro" para usar espaços da mini cidade, como o ônibus e o avião - CriaFin/Divulgação/ND Mais

    Crianças aprenderam a usar seu “dinheiro” para usar espaços da mini cidade, como o ônibus e o avião – CriaFin/Divulgação/ND Mais

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    Projeto CriaFin fez uma dinâmica de mini cidade para as crianças do NEIM Pequeno Príncipe, no Morro das Pedras, em Florianópolis - CriaFin/Divulgação/ND Mais

    Projeto CriaFin fez uma dinâmica de mini cidade para as crianças do NEIM Pequeno Príncipe, no Morro das Pedras, em Florianópolis – CriaFin/Divulgação/ND Mais

A professora Bethise Adão Duarte aplicou o método na NEIM Pequeno Príncipe, no Campeche, e conta que se surpreendeu com o que observou entre as crianças:

“Presenciamos crianças negociando o preço da fruta, e outras emprestando seu dinheiro para os colegas. Algumas foram conscientes e conseguiram economizar, outras saíam comprando e quando o dinheiro acabava, frustravam-se. Existiram diversas situações que  reforçam a importância de trabalhar a educação financeira desde a infância.”

Aprender brincando

Pacheco explica que o método do CriaFin tem 12 etapas, divididas em três partes: o que é o dinheiro, como gastá-lo e como conquistá-lo — tudo isso por meio de brincadeiras. “A criança hoje não vê mais o pai contando dinheiro. Isso tira a noção de valor. Então, brincar de lojinha, usar dinheiro físico, fazer listinha de compras, já agrega muito. Na educação infantil, a gente não precisa ser complexo. É brincar de faz de conta com aquilo que eles já conhecem.”, afirma a economista.

Laura Pacheco explica a metodologia do CriaFin, de educação financeira na primeira infânciaVídeo: ND Mais

Carvalho também defende que a abordagem do tema precisa acontecer por meio do brincar, para introduzir conceitos financeiros sem “sequestrar” a infância. Para a neuropsicóloga, livros adequados para a faixa etária e brincadeiras que simulam situações do cotidiano são caminhos adequados para apresentar às crianças noções básicas sobre o valor do dinheiro.

“Todas as famílias vão ao mercado, independente da classe social. Você pode brincar de mercadinho e ter um adulto mediador para introduzir os conceitos. Pode dizer: ‘Isso aqui quanto daria para comprar?’. Brincadeiras de troca, bazar, tudo isso é educação financeira. A criança começa a perceber que as coisas não ‘caem do céu’, que existe um sistema de troca”, explica Carvalho.

O que a lei prevê sobre o ensino de finanças no Brasil?

A preocupação com o consumo infantil ganhou ainda mais atenção após casos como o do menino que gastou R$ 11,7 mil no Roblox. No último ano, o tema passou a mobilizar mudanças na legislação brasileira voltadas à proteção de crianças no ambiente digital. O ECA Digital, que passou a valer em março, estabeleceu regras para compras online feitas por menores de idade, em uma tentativa de conter o consumo infantil na internet. A legislação define que:

  • As contas de menores de 16 anos devem ser vinculadas a responsáveis, que terão ferramentas para controlar e aprovar gastos em jogos e aplicativos.
  • Proibição de “Loot Boxes”, caixas de recompensa em jogos online.
  • Vedado o uso de dados comportamentais para direcionar anúncios a crianças.
  • Fim da autodeclaração de idade e necessidade de mecanismos eficazes para impedir acesso de menores a serviços de compra.
  • Conteúdos que incentivem o consumo excessivo serão considerados “defeito na prestação do serviço”, responsabilizando as empresas.
Leia mais sobre o ECA Digital

Além das medidas voltadas à proteção no ambiente digital, a educação financeira também aparece nas políticas educacionais brasileiras. O tema já é previsto na BNCC (Base Nacional Comum Curricular), documento que define os aprendizados essenciais da educação básica, e é tratado como um “tema transversal contemporâneo”, devendo ser incluído como conteúdo articulado às disciplinas já existentes do currículo escolar.

Em julho de 2025, o Governo Federal reforçou a presença da educação financeira nas políticas educacionais e lançou o programa “Na Ponta do Lápis”, iniciativa do MEC (Ministério da Educação) voltada à formação de estudantes e à capacitação de professores em temas como planejamento financeiro, impostos, previdência e seguros.

O conteúdo está disponível na plataforma Aprender Valor, lançada em parceria com o Banco Central, que reúne materiais pedagógicos para acesso de escolas participantes do programa. Segundo dados oficiais da iniciativa, cerca de 28 mil escolas já participam do programa em todo o país.

Questionada pela reportagem sobre o programa na “Na Ponta do Lápis”, o MEC afirmou que, na educação infantil, são trabalhados “conhecimentos matemáticos básicos, como contagem, ordenação, relações entre quantidades, dimensões e medidas”. Segundo o ministério, essas aprendizagens são “os fundamentos que, mais à frente, permitirão a construção de competências ligadas à educação financeira”.

Além disso, o presidente Lula (PT) assinou, em agosto de 2025, o decreto da PNIPI (Política Nacional Integrada da Primeira Infância), voltada especificamente a crianças de 0 a 6 anos. O plano articula ações de saúde, educação, assistência social e direitos humanos com foco no desenvolvimento nesta fase considerada decisiva para a formação cognitiva e social do indivíduo.

No âmbito da educação, a primeira infância também aparece entre as prioridades do novo PNE (Plano Nacional de Educação), aprovado na última quarta-feira (25) pelo Senado. O novo plano não especifica ações para a educação financeira, mas estabelece metas para a educação infantil.

Pequenos tiveram acesso a simulações de cenários reais, como o mercadinho, por exemploFoto: CriaFin/Divulgação/ND MaisPequenos tiveram acesso a simulações de cenários reais, como o mercadinho, por exemploFoto: CriaFin/Divulgação/ND Mais

O plano prioriza a redução das desigualdades de acesso e a garantia de padrões nacionais de qualidade, que abrangem desde infraestrutura adequada até práticas pedagógicas alinhadas à BNCC. Além disso, o projeto exige que todos os professores da educação infantil possuam formação superior específica em cinco anos e prevê a criação de um índice municipal de qualidade para o monitoramento periódico dos avanços.

Metade dos brasileiros estão endividados

A educação infantil aparece como uma das estratégias para enfrentar problemas que se estendem até a vida adulta. Entre eles está o endividamento da população brasileira, que atingiu um recorde de inadimplência no país. Segundo o Mapa da Inadimplência do Brasil: 10 Anos, divulgado pelo Serasa na última terça-feira (24), praticamente metade da população está com o nome “sujo na praça”.

Em 2016, 39,2% da população adulta estava com o CPF negativado, percentual que saltou para 49,9% dez anos depois. Ao todo, são 81,7 milhões de brasileiros endividados. Conforme Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira, os dados mostram um cenário de endividamento crônico, já que parte dos consumidores passaram a usar o crédito como complemento de renda, e não como recurso pontual.

“Negociar as dívidas é um passo fundamental, mas o acesso a condições facilitadas precisa vir acompanhado de informação e organização, para que o consumidor consiga manter o equilíbrio de forma sustentável”, afirma Vieira. “Ao combinar oportunidades com ações contínuas de educação financeira, como oferecemos em nossos mutirões, ajudamos a transformar hábitos e evitar o retorno à inadimplência.”

Ao passo em que o número de brasileiros endividados aumentou, as formas de pagamento passaram por transformações profundas nos últimos anos, especialmente com o avanço de métodos de pagamento digitais. Com isso, a relação com o dinheiro ficou mais abstrata, o que reforça a necessidade de introduzir noções de consumo e valor desde a infância. Nesse contexto, o primeiro passo do método CriaFin é ensinar às crianças a história do dinheiro.

Carvalho avalia que a digitalização aumentou a necessidade de explicar o consumo e o dinheiro para crianças pequenas e exemplifica: “Quando a criança está aprendendo números, a gente usa o concreto — bolinhas, objetos. Ficar só no Pix é abstrato. As crianças brincam de mercadinho e dizem: ‘Quero pagar no Pix’, mas elas não veem o dinheiro na vida real. Por isso, o concreto ajuda muito.”

Pacheco descreve situações observadas durante a aplicação do método CriaFin, que evidenciaram como crianças pequenas ainda têm dificuldade para compreender o funcionamento do dinheiro no ambiente digital.

“O que mais me chamou atenção foi que tinham crianças que nunca tinham visto uma cédula de dinheiro na vida”

“Teve uma criança que contou mais de 100 moedas e entendeu aquilo como muito dinheiro. Outra que colocou várias coisas na sacola, não tinha dinheiro e decidiu devolver uma parte. E teve a situação da criança me avisar que o dinheiro tinha acabado e eu perguntar: “o que acontece quando não tem dinheiro?”, e a resposta ser: “usa o cartão”. Eles não tinham noção de que o cartão era um gasto”, conta a economista.

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    Crianças podiam sacar "dinheiro" em banco - CriaFin/Divulgação/ND Mais

    Crianças podiam sacar “dinheiro” em banco – CriaFin/Divulgação/ND Mais

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    Mini cidade simulou formas de pagamento utilizadas no cotidiano, como dinheiro, pix e cartão de crédito - CriaFin/Divulgação/ND Mais

    Mini cidade simulou formas de pagamento utilizadas no cotidiano, como dinheiro, pix e cartão de crédito – CriaFin/Divulgação/ND Mais

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    Para comprar produtos, crianças precisavam escolher um método de pagamento e ver como o dinheiro reduzia com a compra - CriaFin/Divulgação/ND Mais

    Para comprar produtos, crianças precisavam escolher um método de pagamento e ver como o dinheiro reduzia com a compra – CriaFin/Divulgação/ND Mais

Experiências locais na educação infantil

Em um esforço para ensinar crianças sobre consumo e gestão do dinheiro, a Câmara de Vereadores de Salvador aprovou a lei 9.851/2024, que institui a Semana Municipal de Educação Financeira nas escolas da Rede Pública Municipal da capital baiana. De autoria do vereador Sílvio Humberto (PSB), o projeto cria uma semana de evento por ano voltada para o ensino do tema para crianças do ensino infantil e fundamental.

Procurada pela reportagem, a prefeitura de Salvador informou que: “a referida legislação ainda não foi regulamentada e que por esse motivo a educação financeira ainda não foi incluída no currículo da Rede Pública Municipal de Ensino.”

Em Florianópolis, a educação financeira passou a ser aplicada em escolas da rede municipal por meio do projeto CriaFin. A economista Laura Pacheco, fundadora do CriaFin, defende que o método pode contribuir para enfrentar os baixos índices de alfabetização da capital catarinense, que em 2024 figurou como a quinta pior capital no índice CNCA (Compromisso Nacional Criança Alfabetizada), com apenas 46% das crianças do segundo ano sabendo ler e escrever e realizar operações matemáticas básicas.

Florianópolis fez mudanças no currículo escolar ainda em 2026 para avançar nos níveis de alfabetizaçãoFoto: PMF/Divulgação/ND MaisFlorianópolis fez mudanças no currículo escolar ainda em 2026 para avançar nos níveis de alfabetizaçãoFoto: PMF/Divulgação/ND Mais

A Prefeitura de Florianópolis passou a fazer mudanças no currículo escolar já durante o ano letivo de 2025 e, em 18 de março deste ano, anunciou a Política de Transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental, em parceria com o Itaú Social, que prevê introduzir noções de português e matemática desde a pré-escola, quando a criança tem de cinco a seis anos.

O secretário de educação, Thiago Peixoto, explica que a mudança inclui o remanejamento de professores efetivos para atuar nas turmas de cinco a sete anos, além da formação continuada dos docentes, avaliações periódicas e novos materiais voltados ao ensino.

“A gente quer que o estudante chegue ao fundamental já com letramento e numeramento. Existe uma discussão acadêmica que defende que na educação infantil só se deve brincar. Mas acreditamos que é possível aprender brincando, com intencionalidade. Na escola privada isso já acontece. Se a pública não fizer, amplia a desigualdade já na largada”, defende Peixoto.

Projeto ensina matemática e controle emocional para 3 mil crianças na Bahia

Uma professora auxiliar da rede municipal, após participar da formação da política de transição de Florianópolis — prevista para começar a ser aplicada a partir de abril — comentou sobre a viabilidade de aplicar a educação financeira como política pública no ensino infantil.

A profissional, que preferiu não se identificar, cuida de 75 crianças entre cinco e seis anos toda semana em um NEIM do Norte da Ilha. Na opinião dela, habilidades matemáticas caminham junto às de regulação emocional: “Eu percebo que é muito mais sobre a falta de controle do impulso, da necessidade da recompensa. É necessário trabalhar o controle emocional da criança.”

Nesse sentido, Chrissie Carvalho fazia o pós-doutorado na Universidade de Harvard quando desenvolveu um projeto para ensinar habilidades emocionais e matemáticas na primeira infância, junto com as professoras Elizabeth Spelke e Nara Cortês Andrade. Chamado “Curiosamente”, o projeto já atendeu cerca de 500 crianças de cinco a seis anos em mais de 30 escolas em Juiz de Fora (MG), Salvador (BA) e Florianópolis desde 2019. Por meio de jogos, o método ataca duas frentes do desenvolvimento infantil:

  • socioemocionais (reconhecimento e regulação de emoções)
  • matemáticas (numerosidade, magnitude)
(à esquerda) Professora Chrissie Carvalho e Maria Rosa Ramos, estudante de Psicologia (à direita) com os jogos do Curiosamente em um NEIM de FlorianópolisFoto: Arquivo pessoal/ND Mais(à esquerda) Professora Chrissie Carvalho e Maria Rosa Ramos, estudante de Psicologia (à direita) com os jogos do Curiosamente em um NEIM de FlorianópolisFoto: Arquivo pessoal/ND Mais

Carvalho afirma que, na fase piloto, aplicada em seis escolas, já foi possível observar melhora nas habilidades socioemocionais. O estudo dessa primeira fase foi premiado pelo Prêmio Ciência pela Primeira Infância, do NCPI (Núcleo Ciência pela Infância).

O sucesso do método fez com que ele fosse selecionado para o programa Caminhos da Pré-escola, iniciativa que envolve o J-PAL (Laboratório de Ação contra a Pobreza Abdul Latif Jameel) América Latina e Caribe, a Fundação Bracell, o Itaú Social, a academia e o setor público. Com o fomento, o Curiosamente ganhou escala e passará a ser aplicado em 60 escolas em Feira de Santana e Camaçari, municípios baianos, abrangendo cerca de 3 mil crianças.

O programa Curiosamente ocorre por meio de jogos brincados por crianças entre 5 e 6 anosFoto: Arquivo pessoal/ND MaisO programa Curiosamente ocorre por meio de jogos brincados por crianças entre 5 e 6 anosFoto: Arquivo pessoal/ND Mais

A partir da aplicação do método, as pesquisadoras vão avaliar o impacto dos ensinamentos, explica a neuropsicóloga: “Algumas escolas recebem o programa, outras não, para comparação. Depois, a ideia é expandir para toda a rede pública de ensino. O projeto segue uma lógica de ciência aberta: com material gratuito, custo apenas de impressão e foco em política pública. Essa metodologia faz com que o material chegue ao máximo de unidades escolares interessadas.”

Moldando a próxima geração

A economista Laura Pacheco reforça que os investimentos feitos na educação financeira na primeira infância terão impactos a curto, médio e longo prazo. Além dos resultados diretos na alfabetização e na relação das crianças com o consumo no ambiente familiar, ela acredita que o ensino pode provocar mudanças geracionais.

“A longo prazo, acredito que a educação financeira para crianças pode reduzir a inadimplência no Brasil. Sendo ainda mais ousada, acredito que isso pode impactar na redução das taxas de juros no Brasil. Os juros também aumentam porque existem pessoas inadimplentes que não conseguem pagar seus empréstimos, por exemplo”, defende a economista.

Mariana Luz, CEO da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, organização da sociedade civil dedicada à primeira infância, afirma que investimentos em crianças de zero a seis anos podem reduzir desigualdades e romper ciclos de pobreza.

“Se a gente quer enfrentar as desigualdades sociais do nosso país, quebrar os ciclos intergeracionais de pobreza, se a gente quer um desenvolvimento mais sustentável, a primeira infância é o caminho. A primeira infância é a mãe de todas as causas sociais e de todas as políticas públicas.”



Fonte ==> NDMais

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