FGC Atinge Rombo Recorde de R$ 52 Bilhões Após Falência do Banco Master!

O FGC atua na prevenção de crises bancárias, garantindo depósitos e ofere...

Por: Redação OESTE.

A falência do Banco Master desencadeou um terremoto financeiro no Brasil, resultando em um rombo histórico de R$ 52 bilhões no Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Para se ter uma ideia da magnitude desse valor, ele supera os lucros anuais de gigantes bancários como Itaú, Bradesco e Banco do Brasil, conforme revelado por um levantamento do Poder360. Essa crise expõe fragilidades no sistema bancário e levanta sérias questões sobre a supervisão e regulação das instituições financeiras no país.

Apesar de o Banco Master, juntamente com o Will Bank e o Banco Pleno, representarem uma parcela pequena dos ativos e captações do setor financeiro (menos de 1%), o impacto da falência foi devastador. Os números não mentem: o lucro anual do Itaú foi de R$ 46,8 bilhões, o do Bradesco atingiu R$ 24,6 bilhões e o do Banco do Brasil alcançou R$ 20,7 bilhões. A dimensão do rombo no FGC coloca em xeque a saúde financeira do sistema e a confiança dos investidores.

Até o dia 25 de março de 2026, o FGC já havia desembolsado R$ 39,2 bilhões para cobrir os prejuízos dos credores do Master, além de R$ 124,7 milhões para o Will Bank e R$ 2,5 bilhões para investidores do Banco Pleno. Esses números revelam a urgência da situação e a necessidade de medidas para mitigar os efeitos da crise.

Ao considerarmos os seis maiores casos de prejuízo bancário, o FGC já acumula perdas de R$ 141,9 bilhões, sendo que o caso Master responde por 37% desse montante. As empresas ligadas a Daniel Vorcaro, proprietário do liquidado Banco Master, deixaram um rombo 58% maior do que o do Banco Nacional em 1995, que, corrigido pela inflação, seria de R$ 32,8 bilhões. A comparação com o caso do Banco Nacional serve como um alerta sobre os riscos de gestão e a importância de uma supervisão rigorosa.

O FGC atua na prevenção de crises bancárias, garantindo depósitos e oferecendo suporte a instituições associadas | Foto: Reprodução/Redes sociais

A crise do Banco Master escancarou as vulnerabilidades do sistema bancário nacional. Ficou evidente que instituições de pequeno porte, ao adotarem estratégias de captação agressivas e concentrarem riscos sem a devida avaliação, podem gerar desequilíbrios de grande escala. O FGC, peça fundamental para garantir a confiança dos investidores, precisará buscar novas fontes de recursos entre os bancos associados, o que pode onerar o sistema para todos.

Diante desse cenário, os bancos realizaram um aporte extraordinário de R$ 32,5 bilhões no FGC até 25 de março de 2026, em resposta a uma decisão do conselho de administração do fundo. Essa medida visa a fortalecer o caixa do FGC e assegurar que ele possa cumprir seu papel de garantir os depósitos dos investidores.

Liquidação e Irregularidades no Banco Master

O Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master após constatar uma série de irregularidades, incluindo a venda de títulos sem valor ao BRB. Em julho de 2025, o BC encaminhou as primeiras informações sobre o caso ao Ministério Público da União. A Polícia Federal (PF) deflagrou a primeira operação em 18 de novembro de 2025. Daniel Vorcaro chegou a ser preso, mas foi solto dez dias depois. Em 4 de março deste ano, por ordem do ministro André Mendonça, Vorcaro foi novamente preso e agora negocia uma delação premiada. As investigações da PF revelaram o pagamento de propina a funcionários do Banco Central para favorecer o Master, o que resultou no afastamento de dois servidores: Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, suspeitos de agir em conluio com a instituição. A Controladoria-Geral da União (CGU) também instaurou processos administrativos para apurar o caso.

Envolvimento de Ministros do STF

Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ministros do STF envolvidos no caso do Banco Master | Foto: Rosinei Coutinho/STF

O escândalo do Banco Master ganhou contornos ainda mais dramáticos com o envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Dias Toffoli, que atuou como relator do caso, teve sua suspeição pedida pela Polícia Federal após a descoberta de mensagens trocadas com Daniel Vorcaro e comprovantes de pagamento. A situação se agrava com a informação de que um resort da família de Toffoli foi vendido a um fundo ligado a Vorcaro. Apesar de a empresa responsável pelo Tayayá, no Paraná, estar em nome dos irmãos de Toffoli, há indícios de que o ministro seja o sócio oculto, sendo considerado pelos funcionários como o verdadeiro dono do empreendimento.

Em uma manobra controversa, Toffoli se afastou do caso sem se declarar suspeito ou impedido, abrindo caminho para que possa atuar no julgamento da ordem de prisão contra Vorcaro, expedida por André Mendonça, seu substituto na relatoria. Essa situação levanta questionamentos sobre a imparcialidade do Judiciário e a lisura do processo.

Alexandre de Moraes também é alvo de acusações de ter atuado como lobista do Master. A imprensa noticiou encontros entre o ministro e Vorcaro, além de um contato com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para interceder em favor do Master no caso da liquidação. A situação se complica com o contrato de R$ 129 milhões firmado entre Viviane Barci, esposa de Moraes, e o banco, valor considerado irreal para o mercado jurídico. Diante de tantas denúncias e suspeitas, é fundamental que as autoridades competentes conduzam uma investigação rigorosa e transparente para apurar todas as responsabilidades e punir os culpados.

FONTE: REVISTA OESTE.



Fonte ==> Semanario-SC

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