Finanças aprova isenção de ICMS para produto destinado ao tratamento da distrofia muscular de Duchenne (DMD)

Finanças aprova isenção de ICMS para produto destinado ao tratamento da distrofia muscular de Duchenne (DMD)

Isenção de ICMS para tratamento de DMD

Reunida na manhã desta quarta-feira (25) em Curitibanos, no âmbito da Alesc Itinerante, a Comissão de Finanças e Tributação apresentou parecer favorável ao Projeto de Lei (PL) 422/2024, do deputado Napoleão Bernardes (PSD), que visa isentar da cobrança de ICMS as operações envolvendo o medicamento Elevidys, usado no tratamento da distrofia muscular de Duchenne (DMD).

De acordo com o projeto, o Elevidys é tido atualmente como o tratamento mais eficaz no combate à DMD, doença genética que se caracteriza pela fraqueza muscular progressiva, que leva a problemas de locomoção, cardíacos e respiratórios.

Em seus votos, os deputados que integram a comissão seguiram o entendimento apresentado pelo relator, deputado Camilo Martins (Podemos), de que a medida visada no projeto está prevista no convênio 56/2024 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e também conta com interesse social.

“Do ponto de vista da política pública tributária, a proposta está alinhada com princípios da justiça fiscal e equidade, na medida em que direciona benefícios fiscais a um grupo social vulnerável. Trata-se, portanto, de uma renúncia fiscal qualificada, com propósito social legítimo”, disse.Deputado

Tramitação conjunta e próximos passos

O encaminhamento aprovado também tratou da tramitação conjunta do projeto ao PL 133/2025, do governo do Estado, que possui o mesmo teor.

Desta forma, o PL 422/2024 segue para a Comissão de Saúde.

Proibição de crianças em desfiles LGBTQIAPN+

Por maioria, foi aprovado o PL 103/2024, de autoria da deputada Ana Campagnolo (PL), que busca proibir a participação de crianças e adolescentes nos desfiles relacionados à Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ no estado.

Conforme o projeto, a obrigação pelo cumprimento da medida é solidária entre os realizadores do evento, patrocinadores e pais ou responsáveis, estando sujeitos a multa de R$ 10 mil por hora de exposição da criança ou adolescente ao evento.

Além disso, o texto prevê que o auto de infração, lavrado por agente público responsável, seja inscrito na dívida ativa do Estado, e as suas execuções serão promovidas pela Procuradoria Geral do Estado.

A aprovação teve por base o voto do relator, deputado Sargento Lima (PL), que destacou não haver óbices financeiros ou orçamentários à continuidade da tramitação da matéria.

Ele também manteve a emenda supressiva, apresentada no âmbito da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), ao parágrafo 2º do artigo 2º do projeto, que vedava a mitigação ou compensação dos valores fixados em auto de infração, mesmo em sede judicial.

A deputada Luciane Carminatti (PT), que buscava enviar o projeto a diversos órgãos públicos e conselhos estaduais para consulta, apresentou voto contrário ao parecer.

Antes de ir a Plenário, o texto ainda será analisado pelas comissões de Direitos Humanos e Família; e de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Multa pelo porte e uso de entorpecentes

A Comissão de Finanças manifestou-se favoravelmente ao PL 797/2025, de autoria do deputado Jessé Lopes (PL), que altera a Lei 18.987/2024 – responsável por instituir a cobrança de multa pelo porte e uso de entorpecentes em ambientes públicos em Santa Catarina – para esclarecer a aplicação da penalidade no interior de estabelecimentos prisionais.

A proposta acrescenta o parágrafo 3º ao artigo 1º da norma, estabelecendo que, sem prejuízo das sanções disciplinares decorrentes da falta cometida pelo interno, a multa administrativa também será aplicada quando o ilícito ocorrer dentro de presídios.

O texto prevê que a sanção pecuniária incidirá diretamente sobre as verbas recebidas pelo detento a título de pecúlio, conforme previsto na Lei Complementar 529/2011.

Caso os valores sejam insuficientes para quitar a multa, será adotado o rito normal de cobrança, como dívida pública.

No parecer aprovado, o relator, deputado Marcos da Rosa (PL), afirmou que a iniciativa apenas visa explicitar penalidade administrativa já prevista na legislação vigente, não acarretando impacto financeiro ou orçamentário ao Estado.

Também foi mantida a emenda da CCJ para adequação do texto à técnica legislativa.

Na sequência, o projeto segue para as comissões de Prevenção e Combate às Drogas; e de Segurança Pública.

Alteração de nomenclatura em cartórios

Foi aprovado o Projeto de Lei Complementar (PLC) 33/2025, do Tribunal de Justiça de SC, que altera a denominação das atuais “Escrivanias de Paz” no estado.

A proposta substitui a nomenclatura por “Tabelionato de Notas e Ofício de Registro Civil de Pessoas Naturais”, com aplicação automática a todas as unidades extrajudiciais que utilizam a designação anterior.

De acordo com o texto, a nova denominação deverá vir acompanhada da indicação do município, distrito ou subdistrito onde a serventia está instalada.

O objetivo é adequar a terminologia adotada em Santa Catarina aos padrões previstos na legislação federal que rege os serviços notariais e de registro, como as Leis 8.935/1994 e 6.015/1973, além de atender às diretrizes da Corregedoria Nacional de Justiça.

A matéria, que foi aprovada com base na relatoria do deputado Marcos Vieira (PSDB), segue em análise nas comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público.

Cursos sobre direitos de pessoas idosas e com deficiência

Outro projeto que recebeu o aval da comissão foi o PL 126/2024, de autoria do deputado Napoleão Bernardes, que obriga os atendentes de público nos órgãos da administração pública a participarem de cursos certificados a respeito dos direitos das pessoas idosas e com deficiência.

A aprovação seguiu o voto do relator, deputado Antídio Lunelli (MDB), que destacou que o projeto não cria despesas diretas para o Executivo, tendo em vista “caberá aos conselhos a indicação e homologação dos cursos para que as empresas de prestação de serviços públicos estaduais possam atender os objetivos da norma”.

O projeto também está na pauta das comissões de Trabalho; dos Direitos da Pessoa com Deficiência; e dos Direitos da Pessoa Idosa.

Atendimento emergencial com uso de aplicativos

Na condição de relator, o deputado Lunelli também encaminhou a aprovação do PL 117/2025, de autoria do deputado Matheus Cadorin (Novo), que cria o programa de modernização no atendimento emergencial da Secretaria de Segurança Pública do Estado, incentivando o uso de aplicativos de mensagens instantâneas, como o WhatsApp.

Em seu voto, Lunelli argumentou pelo interesse público da matéria, afirmando ainda que ela trata somente da criação de programa, não acarretando a criação de despesas públicas.

O projeto ainda será analisado pelas comissões de Trabalho; de Segurança Pública; e de Defesa Civil e Desastres Naturais.

Professores pedem votação de projeto que extingue cobrança de 14% dos servidores aposentados

Ainda durante a reunião da Comissão de Finanças, o professor Robson Cristiano, representando as regionais de educação de Campos Novos, Lages, Curitibanos, Caçador, Joaçaba, entre outras, pediu aos deputados que retomem a tramitação dos projetos que isentam pensionistas e aposentados do funcionalismo público estadual que recebem até 2,5 salários mínimos da cobrança previdenciária de 14%.

Os textos em questão são os PLCs 4/2023, de autoria do deputado Fabiano da Luz (PT), e 37/2023, de iniciativa popular.

“Esses projetos já estão há um bom tempo na Casa e o que viemos pedir é que eles andem. Pedir para a base do governo, para o líder do governo e também para os demais deputados um pouco mais de dedicação, um pouco mais de amor para com as pessoas que vieram aqui e que estão representando essa região à qual o estado deve muito.”

Atualmente, os dois projetos encontram-se em análise na CCJ, onde foi requerida a tramitação conjunta dos textos, de teor semelhante.

Em caso de aprovação, o processo será enviado para votação nas comissões de Finanças e de Trabalho.


Alesc explica

Qual foi o principal projeto aprovado?

A isenção de ICMS para o medicamento Elevidys, usado no tratamento da DMD.

Quais outros temas foram analisados?

Projetos sobre segurança, direitos sociais, atendimento público e administração.

O que acontece com o projeto aprovado?

Segue para análise da Comissão de Saúde.



Fonte ==> Semanario-SC

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

5 + 2 = ?
Reload

Please enter the characters shown in the CAPTCHA to verify that you are human.