síndica do prédio de jovem indiciado é ameaçada

Síndica do condomínio de adolescente indiciado sofre ameaças e ataques após divulgação do caso

Síndica do condomínio de adolescente indiciado sofre ameaças e ataques após divulgação do casoFoto: Polícia Civil de Santa Catarina/ND Mais

A síndica do condomínio onde mora o adolescente indiciado pelas agressões ao cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, relata ter recebido ameaças nas redes sociais após a divulgação do caso. Em depoimento à Polícia Civil, ela afirmou que pretende processar os autores dos ataques.

Ela declarou que as mensagens de ódio e ameaças de morte “a fazem temer por sua integridade física” e, por enquanto, não pretende retornar para sua residência. A síndica acredita que a divulgação de seus dados pessoais foi feita por pessoas do bairro, partindo inclusive de grupos de pescadores da região.

Entre os ataques, a mulher foi chamada de “omissa”, “vagabunda” e “conivente”. Ela também recebeu mensagens afirmando que “o seu está guardado”.

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Síndica entregou imagens para análise da Polícia Civil

Em depoimento, ela relatou ter tomado conhecimento do ocorrido com o cão Orelha em 6 de janeiro, um dia após a morte do animal. A partir disso, se prontificou a verificar as imagens das câmeras de segurança do condomínio para auxiliar na identificação dos possíveis autores das agressões.

Síndica entregou imagens das câmeras do condomínio para auxiliar nas investigações das agressões ao cão OrelhaSíndica entregou imagens das câmeras do condomínio para auxiliar nas investigações das agressões ao cão OrelhaFoto: Carolina Bechelli Zylan/Arquivo Pessoal/ND Mais

A equipe da zeladoria do condomínio entregou as imagens solicitadas à Delegacia de Proteção Animal da Polícia Civil para auxiliar nas investigações. O conteúdo entre os dias 30 de dezembro e 5 de janeiro foi salvo em pendrives para resguardar o material.

A síndica destacou, ainda, que não recebeu qualquer pedido de moradores, advogados ou familiares para omitir imagens ou privilegiar os adolescentes envolvidos.

Cão Orelha: adolescente foi indiciado pelos maus-tratos na Praia Brava

A Polícia Civil de Santa Catarina analisou 14 câmeras de segurança da Praia Brava, em Florianópolis, para chegar ao adolescente indiciado pelas agressões ao cão Orelha. Ao todo, mais de 1 mil horas de filmagens foram observadas. O inquérito foi concluído na terça-feira (3).

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    Animal vivia na Praia Brava, no Norte da Ilha - Carolina Bechelli Zylan/Arquivo Pessoal/ND Mais/Licensed under CC BY-SA 4.0

    Animal vivia na Praia Brava, no Norte da Ilha – Carolina Bechelli Zylan/Arquivo Pessoal/ND Mais/Licensed under CC BY-SA 4.0

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    Orelha era um cão comunitário e cuidado por moradores do bairro - Carolina Bechelli Zylan/Arquivo Pessoal/ND Mais/Licensed under CC BY-SA 4.0

    Orelha era um cão comunitário e cuidado por moradores do bairro – Carolina Bechelli Zylan/Arquivo Pessoal/ND Mais/Licensed under CC BY-SA 4.0

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    Orelha era mantido por moradores e comerciantes da Praia Brava - Carolina Bechelli Zylan/Arquivo Pessoal/ND Mais/Licensed under CC BY-SA 4.0

    Orelha era mantido por moradores e comerciantes da Praia Brava – Carolina Bechelli Zylan/Arquivo Pessoal/ND Mais/Licensed under CC BY-SA 4.0

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    Polícia investigou maus-tratos e coação no caso Orelha - Redes sociais/ND Mais

    Polícia investigou maus-tratos e coação no caso Orelha – Redes sociais/ND Mais

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    Animal na areia da praia - Divulgação/ND Mais

    Animal na areia da praia – Divulgação/ND Mais

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    Orelha, Pretinha e Caramelo, os cães comunitários da Praia Brava, tinham casinhas construídas por moradores - Reprodução/NDTV

    Orelha, Pretinha e Caramelo, os cães comunitários da Praia Brava, tinham casinhas construídas por moradores – Reprodução/NDTV

No documento enviado ao Poder Judiciário, a Polícia Civil pede a internação do adolescente. Conforme laudo da Polícia Científica, Orelha foi atacado na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30 da manhã, no Norte da Ilha. Ele sofreu uma pancada contundente na cabeça, que pode ter sido por um chute ou pedaço de madeira.

Por meio de nota, os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte afirmaram que as informações repassadas pela Polícia Civil são “elementos meramente circunstanciais”, que “não constituem prova e não autorizam conclusões definitivas”.

A defesa protestou por ainda “não ter tido acesso integral aos autos do inquérito” e reforçou que a precipitação em apontar um culpado pode atingir pessoas “inocentes”.



Fonte ==> NDMais

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