Há muitos jogos de aventura com elementos de sobrevivência que tentam entregar uma experiência realista, especialmente na forma que seu personagem interage com o mundo. No caso de Witchspire, a ideia é bem diferente, já que a proposta é te colocar no papel de uma bruxa em um mundo mágico.
O conceito é interessante tanto para quem sempre quis usar feitiços em um game desse estilo como simplesmente para quem aprecia essas abordagens alternativas. Nós tivemos a oportunidade de jogar Witchspire antes do título entrar em early access na Steam e te contamos nossas impressões iniciais. Confira!
Sobrevivendo com mágica
Logo de cara, dá para sentir a inspiração de grandes jogos de sobrevivência e mundo aberto no geral em Witchspire, mas o game também dá o seu toque próprio na experiência. Nossa personagem acorda em uma terra misteriosa e só recebemos a informação de que fomos escolhidos para um propósito ainda desconhecido. A ideia é desvendar tudo isso aos poucos, enquanto exploramos essa terra, criamos vínculos com diversas criaturas e melhoramos nossas habilidades mágicas.
Nossa primeira tarefa é coletar recursos, como lenha, pedras, areia, comida, etc, e contruir uma base. Inicialmente, tudo é feito de forma tradicional, com a coleta de galhos e pedrinhas jogadas no chão, o que nos leva a criar uma mesa de trabalho. É aqui que podemos criar nossas ferramentas mágicas, seja para cortar árvores ou minerar metais como ferro e cobre, por exemplo. Isso te permite realizar esse tipo de tarefas à distância, mas também há a possibilidade de aprimorar essas ferramentas para conjurar espíritos que fazem isso por você.
Ainda existem feitiços que podem conjurar esses recursos ao reflorestar uma área com árvores especiais, por exemplo. Mesmo o processo para construir sua base, casa e móveis tem um aspecto meio mágico, em que seu espírito parece sair do corpo para que você possa colocar tudo exatamente no lugar que deseja sem que seu personagem tenha que se mover fisicamente.
Dessa forma, você acaba realmente usando a mágica ao seu favor para ações que normalmente seriam super mundanas em jogos normais de survival. Eu gostei da proposta e acho que isso traz uma variedade interessante para um gênero que já conhecemos tão bem e que costuma produzir títulos meio parecidos em suas mecânicas. O que vale mencionar é que apesar de alguns elementos de sobrevivência estarem presentes, não há medidores de fome ou frio, por exemplo.
Eu entendo que a proposta é ser um jogo mais aconchegante e com o foco em magia, mas acho que a opção de desses elementos poderia agradar muitos jogadores. Considerando que já temos o sistema de roupas que melhoram seus stats e comida que recuperam seu HP e te concendem diferentes buffs, não seria algo tão fora da realidade do jogo e adicionaria um desafio extra ao gameplay.
A bruxaria corre solta

Além de coletar recursos e montar sua casinha aconchegante, você tem várias outras atividades divertidas na sua nova vida de bruxaria. Diferente de alguns jogos em acesso antecipado, Witchspire tem uma trama principal estabelecida e vai te guiando com as missões que você precisa realizar para descobrir mais sobre o mundo à sua volta e seu verdadeiro propósito por ali.
Por enquanto, a história é bem simples, mas cumpre o seu papel de nos entregar um universo divertido de se explorar. O verdadeira graça está no gameplay, especialmente para quem gosta de magias. Além de uma varinha ou gume para combater os inimigos que encontrar pelo mapa, você ainda pode contar com pergaminhos para diferentes feitiços e com a ajuda de um espírito familiar.
Falando nesses espíritos, um dos outros diferenciais de Witchspire é que além do seu familiar inicial (que você escolhe no começo da aventura), ainda é possível criar laços e “domar” outras criaturas que encontramos no mundo para que eles também se tornem em um familiar. Você pode coletar todos se quiser, já que é possível trocar de familiar ativo a praticamente qualquer momento. De certa forma, é como se fosse um esquema meio Pokémon, até porque esses espíritos lutam ao seu lado e possuem habilidades especiais que você pode destravar e usar contra os inimigos.

Atualmente, há 30 criaturas que podem ser usados como um familiar, mas já se sabe que os desenvolvedores tem a intenção de aumentar esse elenco até o lançamento final do game. Vale mencionar que há vários outros bichos pelo mundo que não são domáveis, então a variedade é bem interessante mesmo nesse período de acesso antecipado.
Você pode encontrar essas criaturinhas e vários outros segredos, ruínas, tesouros recursos, acampamentos inimigos e até lojinhas por todo o mapa. Inicialmente, sua exploração será à pé, mas não demora muito para destravar sua vassoura mágica, o que te possibilita sair voando pelos dois biomas disponível em acesso antecipado. O melhor de tudo isso é que você pode fazer tudo o que citamos com até 6 amigos, já que o game tem suporte para modo cooperativo.
Para jogos assim, a verdade é que geralmente é bem mais divertido de jogar com outras pessoas, afinal, cada um pode explorar partes diferentes do mapa ou dividir as tarefas de acordo com os interesses de cada um. Ainda assim, como joguei solo na maior parte do tempo, posso confirmar que o Witchspire ainda é perfeitamente aproveitável se preferir se aventurar sozinho.
Vale a pena?

Por se tratar de um jogo que está prestes a entrar em acesso antecipado na Steam, essa não é uma análise final do jogo e nem contará com uma nota. Seria injusto fazer isso com um jogo que ainda vai evoluir bastante nos próximos de acordo com os planos da desenvolvedora Envar Games e, provavelmente, com o feedback de seus jogadores. Então, considere essa as nossas impressões iniciais caso esteja na dúvida se vale a pena ou não pegar o game nesse período.
Já sabemos que a equipe responsável pelo jogo possui alguns updates planejados, como a adição de um bioma inédito, novas mecânicas, mais conjuntos de construção, novas criaturas para domar, um aprimoramento no sistema de criação de armas e de alquimia, o ato 3 da trama, conteúdo de endgame e muito mais. Tudo isso que citamos seria para o período de acesso antecipado, com ainda mais chegando após o lançamento oficial.
É claro que por estar em acesso antecipado, só vale ter em mente que há bugs e elementos que ainda serão aprimorados, então depende mais do quanto isso te incomodaria nesse primeiro momento. Na minha opinião, Witchspire vale a pena e tem uma base bem interessante e com potencial, especialmente se você é fã de jogos com elementos de sobrevivência ou com foco em magia e bruxaria ou se procura por algo nesse para jogar com amigos.
Fonte TecMundo