Ministro detalhou o plano do governo para enfrentar o Super El Niño e reduzir os impactos de secas e enchentes no paísFoto: Diego Campos/Secom-PR/ND Mais
No programa “Bom Dia, Ministro”, desta quarta-feira (18), o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou que o Brasil está mais preparado para enfrentar eventos extremos, embora reconheça os desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela crescente intensidade dos fenômenos.
O portal ND Mais participou da entrevista e questionou o ministro sobre a preparação do governo para enfrentar eventos climáticos extremos associados a um possível super El Niño, como as enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024.
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Entrevista com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes – Reprodução/ND Mais
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Entrevista com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes – Reprodução/ND Mais
Perguntou também quais as ações do governo para conciliar desenvolvimento econômico, preservação das bacias hidrográficas e combate aos efeitos da estiagem nas regiões mais afetadas.
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Ministro explica plano do governo para enfrentar o Super El Niño
Ao responder sobre as medidas de preparação e prevenção diante de um possível super El Niño, o ministro afirmou que o país conta atualmente com uma estrutura mais robusta de monitoramento e emissão de alertas para reduzir os impactos de desastres climáticos.
Sistema de monitoramento da Defesa Civil é uma das principais ferramentas para alertar a população sobre eventos climáticos extremosFoto: Reprodução/Defesa Civil/ND MaisEle destacou a atuação integrada entre governo federal, estados e municípios por meio dos sistemas de Defesa Civil, além da existência de planos de contingência e da mobilização permanente de recursos humanos, tecnológicos e financeiros.
“O Brasil está em vigilância permanente e mobilizado para dar resposta à sociedade”, afirmou.
Waldez Góes ressaltou que a experiência recente com eventos extremos reforçou a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de prevenção. Como exemplo, citou o Rio Grande do Sul, que enfrentou as enchentes históricas de 2024.
Segundo ele, as mudanças climáticas têm aumentado a frequência e a intensidade dos eventos extremos, dificultando previsões precisas. “Os modelos matemáticos nem sempre conseguem prever com total assertividade a dimensão dos fenômenos”, explicou.
Governo amplia investimentos em segurança hídrica
Apesar da preocupação com os eventos climáticos extremos, o Brasil ainda depende das chuvas para evitar crises hídricas em diversas regiões.
Ao comentar o tema, o ministro explicou que o governo busca equilibrar a segurança hídrica, o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental por meio de investimentos estruturantes.
Obras de saneamento e revitalização nas bacias hidrográficas em Minas GeraisFoto: Reprodução/Saneamento Ambiental/ND MaisSegundo ele, estão sendo aplicados mais de R$ 6,5 bilhões em projetos de abastecimento de água, sistemas adutores, recuperação de mananciais e revitalização de bacias hidrográficas, com o objetivo de ampliar a resiliência do país diante dos períodos de estiagem e dos impactos das mudanças climáticas.
Somente na agenda de revitalização de bacias, o investimento gira em torno de R$ 1 bilhão. O ministro destacou ainda que o Brasil assumirá pelos próximos dois anos a presidência da rede internacional de gerenciamento de bacias hidrográficas, reconhecimento atribuído aos avanços obtidos pelo país na área.
Governo aposta em barragens e obras contra estiagem
Entre as obras em andamento estão barragens em estados como Pernambuco e Rio Grande do Sul, destinadas a armazenar água durante os períodos chuvosos, controlar enchentes e garantir abastecimento em épocas de estiagem.
Waldez Góes também afirmou que o governo vem conciliando preservação ambiental e desenvolvimento econômico. Segundo ele, houve redução de cerca de 50% no desmatamento da Amazônia e de 30% no Cerrado, ao mesmo tempo em que a produção agrícola continuou crescendo.
Ministro destacou a redução do desmatamento como uma das ações para fortalecer a segurança hídrica e a preservação ambientalFoto: Reprodução/Amazônia/ND MaisO ministro avaliou que a conclusão das obras previstas no PAC (Novo Programa de Aceleração do Crescimento), especialmente as ligadas à agenda da água, deverá aumentar significativamente a resiliência do país diante de secas e enchentes nos próximos anos.
O programa prevê investimentos de aproximadamente R$ 32 bilhões em projetos de segurança hídrica em diversas regiões do Brasil.
Fonte ==> NDMais