O caso em que o FBI investiga AFA ganhou novos desdobramentos em meio à Copa do Mundo de 2026. O Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos abriu uma apuração sobre a AFA (Associação de Futebol Argentino), suspeita de possíveis crimes de fraude e lavagem de dinheiro.
De acordo com a reportagem publicada pelo jornal argentino “La Nación”, o FBI investiga AFA para entender como a entidade, sediada na Argentina, operava financeiramente em território norte-americano.
Os investigadores analisam movimentações que teriam alcançado centenas de milhões de dólares por meio do sistema financeiro dos Estados Unidos e buscam identificar se parte dessas transações pode configurar crimes sob a legislação americana.
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FBI investiga AFA após analisar operações ligadas a delitos como lavagem de dinheiro
Como parte da investigação, o FBI investiga AFA após ouvir o empresário Guillermo Tofoni. A agência federal analisa se operações ligadas à entidade podem caracterizar delitos como lavagem de dinheiro, fraude bancária e outras irregularidades envolvendo instituições financeiras dos Estados Unidos.
As autoridades também procuram testemunhas que tenham conhecimento direto sobre a gestão de Claudio Tapia e Pablo Toviggino à frente da AFA.
Além disso, a TourProdEnter LLC, empresa do produtor teatral Javier Faroni responsável pela administração de contratos comerciais internacionais da entidade, passou a integrar o foco da investigação.
Outro ponto da apuração é a possível convocação de ex-integrantes do governo de Javier Milei que tiveram acesso a informações consideradas sensíveis sobre a AFA. O objetivo é reunir elementos que possam esclarecer a estrutura financeira utilizada pela entidade durante os últimos anos.
A investigação, na qual o FBI investiga AFA, é conduzida pelos procuradores federais Patrick Gushue, Christopher Ting e Michael Berger. O trabalho concentra-se especialmente nas atividades da TourProdEnter LLC, que assumiu a função de administrar a cobrança dos contratos comerciais internacionais da associação.
Documentos analisados mostram administração de R$ 1,34 bilhão em receitas da AFA
Segundo os documentos analisados, a empresa administrou pelo menos US$ 260 milhões (cerca de R$ 1,34 bilhão) em receitas da AFA. Agora, o FBI investiga AFA para rastrear o destino desses recursos, incluindo valores movimentados por Javier Faroni e sua esposa, Erica Gillette, por meio do sistema financeiro norte-americano.
A apuração aponta que apenas parte desse montante possui despesas operacionais claramente identificadas.
Aproximadamente US$ 57 milhões (cerca de R$ 294 milhões) teriam sido distribuídos entre diversas empresas e beneficiários sem uma justificativa econômica considerada suficiente na documentação examinada pelo jornal argentino, fato que reforça os motivos pelos quais o FBI investiga AFA.
Fonte ND Mais