A inteligência artificial (IA) deixou de ser uma tendência restrita às empresas de tecnologia e passou a redesenhar também a forma como as escolas preparam as novas gerações para o mercado de trabalho. Em um cenário em que criatividade, pensamento crítico e domínio de ferramentas digitais se tornam competências cada vez mais valorizadas, instituições de ensino ampliam investimentos em ambientes voltados à inovação e à aprendizagem prática.
Esse movimento ganha força em Blumenau com a criação da TechLab – Centro de Criatividade Tecnológica, novo espaço do Colégio Shalom, em Blumenau, dedicado ao ensino de inteligência artificial, programação, produção audiovisual e cultura digital.
O projeto foi apresentado durante o Hub de Ideias TechLab, evento que reuniu empresários, educadores, representantes do ecossistema de inovação e autoridades públicas para discutir os impactos da inteligência artificial na educação, no mercado de trabalho e na formação das futuras gerações.
Tecnologia aplicada à formação de competências
Mais do que ensinar o uso de ferramentas digitais, a proposta da TechLab é integrar tecnologia à prática pedagógica, estimulando habilidades como resolução de problemas, criatividade, colaboração, autonomia e pensamento crítico.
Segundo o pastor Edson Mesquita, do Grupo Shalom, o projeto amplia a missão educacional da instituição diante das transformações provocadas pela tecnologia:
“A TechLab nasce do compromisso de preparar nossos estudantes para os desafios do presente e do futuro. Queremos que eles tenham acesso à tecnologia e à inovação, sempre orientados por princípios, responsabilidade e propósito.”
A diretora administrativa do Colégio Shalom, Joice Mertens, afirma que o novo espaço representa um investimento na evolução do projeto pedagógico da instituição:
“A TechLab foi pensada para ampliar as experiências oferecidas aos estudantes e acompanhar as mudanças que já fazem parte da sociedade. É um investimento em estrutura, conhecimento e, principalmente, na formação das próximas gerações.”
IA passa a fazer parte da rotina escolar
A IA será utilizada tanto como ferramenta de aprendizagem quanto como objeto de estudo, permitindo que os estudantes compreendam suas aplicações, limitações e os aspectos éticos envolvidos em sua utilização.
Segundo Angélica Corrêa, diretora pedagógica do Colégio Shalom, a proposta é integrar tecnologia aos conteúdos desenvolvidos em sala de aula, sem perder de vista a formação humana:
“Nosso objetivo é fazer com que a tecnologia contribua efetivamente para a aprendizagem. Queremos formar estudantes capazes de criar, questionar, colaborar e utilizar esses recursos com consciência, sem deixar de lado os princípios e os valores que orientam nossa proposta pedagógica.”
Educação aproxima-se das demandas do mercado
A iniciativa também reforça a conexão entre a escola e o ecossistema de inovação de Blumenau, aproximando estudantes das competências exigidas por empresas em transformação digital.
Para Yuri de Miranda, presidente do Conselho do Colégio Shalom e empresário do setor de tecnologia, o mercado busca profissionais que combinem domínio tecnológico e habilidades comportamentais:
“O setor de tecnologia precisa de profissionais que saibam utilizar ferramentas, mas que também tenham criatividade, pensamento crítico, capacidade de colaboração e responsabilidade. A TechLab contribui para desenvolver essas competências desde a escola, conectando a educação às necessidades atuais do mercado.”
Ao ampliar sua estrutura com um ambiente voltado à experimentação tecnológica, o Colégio Shalom acompanha um movimento observado em instituições de ensino no Brasil e no exterior: preparar os estudantes para um contexto em que a inteligência artificial será cada vez mais presente nas profissões, sem perder de vista competências humanas que continuam sendo essenciais para a inovação.
Fonte ==> EconomiaSC