Quatro finais e uma identidade que o Figueirense não pode perder

Quatro finais e uma identidade que o Figueirense não pode perder

O lateral esquerdo Arthur Henrique retorna ao Figueirense Foto: Patrick Floriani/FFC/ND

Faltam apenas quatro rodadas para o encerramento da primeira fase da Série C, e para o Figueirense a conta é simples: cada compromisso vale como uma decisão. Não há mais margem para erros.

A busca do Alvinegro de terminar entre os oito melhores ainda existe, mas depende de uma sequência de resultados positivos. É justamente por isso que o duelo deste sábado (8), às 17 horas, diante da Ferroviária, no Orlando Scarpelli, representa verdadeira final, de quatro finais.

Desde que assumiu o comando técnico, Raul Cabral teve como prioridade devolver competitividade ao time. Primeiro, era preciso afastar qualquer risco de rebaixamento. Paralelamente, construir uma identidade de jogo capaz de manter viva a esperança da classificação.

Receba no WhatsApp as principais notícias do mundo esportivo Entre no grupo

O trabalho foi evoluindo, de minuto, em rodada após rodada e, justamente no momento mais importante da temporada, o treinador parece ter encontrado uma base mais firme de um 11 para iniciar. As últimas escalações mostram isso. Mudanças aconteceram apenas de forma pontual, por lesões ou suspensões, enquanto o restante da equipe foi mantida, criando mais entrosamento, confiança e padrão tático.

Agora surge um novo desafio. Raynan recebeu o terceiro cartão amarelo e está fora da partida. Sua ausência pesa porque o volante exerce um papel importante na engrenagem alvinegra. É um segundo homem de meio-campo que sabe jogar com a bola nos pés, participa da construção ofensiva, chega à frente e ainda contribui na marcação. Inclusive, foi dele uma das chances desperdiçadas diante do Santa Cruz, na Arena Pernambuco, que poderia ter tornado a vitória ainda mais tranquila.

Por outro lado, Raul Cabral ganha um reforço importante. Arthur Henrique retorna após cumprir suspensão automática. E justamente aí nasce a principal dúvida da escalação. Há quem defenda a utilização do lateral no lugar de Raynan, adiantando sua posição para o meio-campo. Particularmente, discordo dessa alternativa.

O Figueirense possui poucos jogadores no setor defensivo com capacidade para iniciar as jogadas com qualidade. Arthur Henrique é um deles. Atuando pela lateral esquerda, tem espaço para acelerar a transição, quebrar linhas com condução e oferecer uma saída limpa desde trás. Colocá-lo por dentro reduz justamente uma das características que mais acrescentam ao time: a construção ofensiva iniciada no campo defensivo.

Por isso, faria uma alteração bastante simples. Jhonnathan, que cumpriu muito bem sua missão contra o Santa Cruz, especialmente pela necessidade de reforçar a marcação pelo lado esquerdo em um jogo de contra-ataques, voltaria ao banco.

Arthur Henrique reassumiria naturalmente a lateral esquerda, função em que rende mais. Já a vaga de Raynan seria ocupada por Renan Areias. Embora tenha características diferentes, é um volante com boa qualidade no passe, organiza o meio-campo e mantém a circulação da bola sem comprometer a identidade construída nas últimas rodadas.

No restante, não mexeria na equipe. Fabrício no gol; Victor Ricardo, Lucas Dias, Leonan e Arthur Henrique formando a linha defensiva; Breno, Renan Areias e Dudu no meio; Maílson, Igor Bolt e Emerson Galego no setor ofensivo. Uma equipe que já demonstrou equilíbrio e que precisa preservar o entrosamento conquistado e que foi muito consistente contra o Santa Cruz na última rodada.

O adversário do Figueirense, a Ferroviária, ‘estaciona um ônibus’ nos jogos fora de casa

Figueirense e Ferroviária se enfrentaram em 2024, e a equipe paulista venceu por 1 a 0Figueirense e Ferroviária se enfrentaram em 2024, e a equipe paulista venceu por 1 a 0Foto: Patrick Floriani/FFC/ND

A Ferroviária costuma adotar uma postura bastante cautelosa longe de seus domínios. Deve fechar espaços, no sistema 5-4-1 utilizado em seu último jogo fora contra o Ituano, onde venceu por 3 a 1, onde baixa suas linhas e aposta na velocidade dos contra-ataques.

Caberá ao Figueirense ter paciência para circular a bola, variar o repertório ofensivo, atacar por dentro e pelos lados, sem perder a sustentação defensiva. Afinal, quem encara as quatro rodadas finais como quatro decisões precisa saber que, em partidas assim, equilíbrio e convicção costumam fazer toda a diferença.





Fonte ND Mais

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

9 + 1 = ?
Reload

Please enter the characters shown in the CAPTCHA to verify that you are human.