Megaprojeto com torres de 39 andares vira alvo do MPSC

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MP investiga suposto dano à Mata Atlântica em megaprojeto de R$ 20 mil o m² no Centro de FlorianópolisFoto: Reprodução/ND Mais

Um projeto de prédio gigante no Centro de Florianópolis virou caso de polícia e de Justiça. O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) investiga possíveis estragos ao meio ambiente e irregularidades na obra.

O plano é erguer duas torres de 39 andares ao lado do casarão histórico onde morou a família Vidal Ramos, na Rua Frei Caneca. A apuração começou após moradores verem máquinas trabalhando e árvores sendo derrubadas no local desde junho.

O que dizem os envolvidos

A Prefeitura de Florianópolis informa que o projeto e o EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança) ainda estão sendo analisados. Por isso, a obra não tem autorização para começar.

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No terreno, uma placa avisa sobre o corte de árvores. A Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente) deu aval para essa retirada.

Em resposta ao MPSC, a construtora disse que não derrubou nenhuma árvore nativa da Mata Atlântica ou ameaçada de extinção. Segundo a empresa, só foram cortadas plantas exóticas autorizadas pela prefeitura.

Como é o megaprojeto de 39 andares em Florianópolis

O empreendimento vai ocupar um terreno enorme de 22,5 mil m². A ideia é reunir moradia, comércio e serviços no mesmo lugar, com foco no público de luxo com um custo estimado de R$ 20 mil por metro quadrado.

A previsão é terminar a obra entre final de 2028 e meados de 2031.

O projeto inclui:

  • Tamanho: Duas torres com 39 andares cada.
  • Onde morar e se hospedar: 473 unidades no total (apartamentos residenciais, hotel e apart-hotel com 144 quartos).
  • Comércio e saúde: 253 salas para escritórios, clínicas, lojas e restaurantes.
  • Vagas de garagem: 825 vagas no total (563 para moradores e 262 para o comércio), divididas em 5 subsolos e nos primeiros andares.
  • Quantidade de pessoas: Cerca de 2,3 mil moradores e hóspedes fixos, além de 7,3 mil clientes e trabalhadores passando por lá todos os dias.

Praça pública x vizinhança mais cara

A construtora promete criar um espaço aberto ao público, com áreas de convivência e incentivo para as pessoas andarem a pé ou de bicicleta.

Porém, o próprio estudo do projeto alerta para um efeito colateral, dizendo que a obra deve valorizar demais a região, subindo o preço de imóveis e aluguéis.

Isso pode pressionar famílias de menor renda a mudarem de bairro, trocando o perfil dos moradores e do comércio do Centro.

E o casarão histórico?

O casarão ao lado do terreno, onde já moraram governadores do Estado, está abandonado e com problemas na estrutura.

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    Casarão que pertenceu ao governador Vidal Ramos, na rua Frei Caneca, recebeu a ação da força-tarefa - Anderson Coelho/ND

    Casarão que pertenceu ao governador Vidal Ramos, na rua Frei Caneca, recebeu a ação da força-tarefa – Anderson Coelho/ND

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    Casarão fica localizado na rua Frei Caneca, na Agronômica - Luiz Henrique Prates/Comcap/Divulgação

    Casarão fica localizado na rua Frei Caneca, na Agronômica – Luiz Henrique Prates/Comcap/Divulgação

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    Casarão abandonado na Frei Caneca já foi residência do governador Vidal Ramos - Flávio Tin/ND

    Casarão abandonado na Frei Caneca já foi residência do governador Vidal Ramos – Flávio Tin/ND

Por ser um patrimônio protegido por lei, ele não pode ser derrubado. Em junho, o MPSC apresentou um plano para reformar a casa.

A construtora garante que o novo prédio não vai estragar o casarão. A empresa informou que colocou proteções provisórias na estrutura para evitar que o imóvel estrague ainda mais enquanto o projeto final de restauração é analisado pelos órgãos públicos.



Fonte ==> NDMais

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