O Brusque largou muito bem na fase decisiva da Série C do Campeonato Brasileiro. E não poderia haver cartão de visitas melhor do que vencer o Paysandu, em pleno estádio Mangueirão, em Belém do Pará, por 2 a 1.
O resultado serve como uma afirmação: apesar de ter o menor investimento entre os quatro integrantes do chamado “grupo da morte”, o Brusque tem condições de competir em igualdade e buscar, mais uma vez, o acesso à Série B.
O grupo é realmente pesado. Além do Paysandu, dono de uma torcida apaixonada e de um investimento elevado, estão os paulistas Inter de Limeira e Ferroviária. A Inter tem como apoiadores da SAF nomes de peso como Ronaldo Fenômeno e Roberto Carlos, enquanto a Ferroviária também conta com uma estrutura financeira importante. É nesse cenário que o Brusque precisa encontrar forças para superar adversários, pelo menos no papel, mais poderosos.
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E o primeiro passo foi dado com autoridade. O Brusque abriu 2 a 0 ainda no primeiro tempo, com Adrianinho e Marlyson, e depois soube administrar a vantagem diante de um Paysandu pressionado pela necessidade de fazer o resultado em casa. O time paraense descontou ainda na etapa inicial, mas a equipe catarinense teve maturidade e organização para suportar a pressão no segundo tempo.
Boa parte desse desempenho passa pelo trabalho de Higo Magalhães. O treinador conhece bem a Série C, competição que já disputou à frente de equipes como o CSA, e parece ter encontrado uma combinação muito adequada às características do elenco brusquense. O time tem força principalmente do meio para frente, com Bernardo e Gazão formando uma dupla de volantes que marca, ocupa espaços e também sabe sair jogando.
Na linha ofensiva, Adrianinho é uma peça importante pela qualidade e capacidade de participar da construção. Foi dele a assistência para Marlyson marcar o segundo gol. João Pedro acrescenta movimentação e dinâmica ao setor, enquanto Petterson, ex-Paysandu, oferece força e amplitude pelo lado esquerdo. No ataque, Marlyson, ex-Figueirense, mostrou oportunismo e decidiu.
Pelos lados, Raimar e Jeferson também contribuem para o equilíbrio, enquanto a dupla de zaga vem demonstrando segurança. E, quando a organização defensiva foi colocada à prova, o Brusque contou com um diferencial importante: Matheus Nogueira. O goleiro fez defesas difíceis e foi decisivo para garantir uma vitória que exigiu concentração até o fim, pois o quadricolor foi bastante pressionado.
Próximo confronto do Brusque é contra a Inter de Limeira
O volante Bernardo do Brusque, em combate na investida do PaysanduFoto: orge Luís Totti/Paysandu/NDAgora, o desafio do Brusque é transformar essa grande vitória em regularidade. O próximo compromisso será em casa, contra a Inter de Limeira, justamente a oportunidade de confirmar a força demonstrada no Mangueirão. Ainda restarão quatro partidas depois dessa rodada, e a caminhada será longa.
Mas o Brusque já deixou o aviso. Não é o patinho feio do grupo da morte. É uma equipe organizada, competitiva, bem treinada e que encontrou no seu conjunto as armas para enfrentar investimentos maiores. Se mantiver esse nível de atuação, equilíbrio e regularidade, o retorno à Série B é uma possibilidade absolutamente concreta.
Fonte ND Mais