A classificação do Avaí para a semifinal da Copa Sul-Sudeste passou muito pela forma como a equipe conseguiu se impor no primeiro tempo diante do Sampaio Corrêa-RJ. A vitória por 2 a 0 foi justa, construída principalmente em uma etapa inicial em que o time de Cauan de Almeida teve intensidade, pressão na saída de bola e alternativas ofensivas para controlar o confronto.
O Avaí foi agressivo, jogando num 4-3-3 ofensivo, com Sorriso, Rafael Bilú e Walace França atacando constantemente a defesa adversária. E o Avaí poderia ter encaminhado a classificação com muito mais tranquilidade ainda antes do intervalo. O atacante Sorriso perdeu duas oportunidades claríssimas, gols incríveis, que mudariam completamente o panorama da partida.
Mesmo assim, o time acabou sendo premiado justamente em uma jogada que já virou característica da equipe: a marcação pressão. Pelo lado esquerdo, Walace França se antecipou ao zagueiro após pressionar a saída de bola e sofreu o pênalti. Uma jogada de intensidade, de leitura e de agressividade sem a bola, algo que o Avaí vem tem como identidade coletiva.
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Na cobrança, Luiz Henrique bateu com categoria, magistralmente, abrindo o placar e fazendo justiça ao desempenho do Avaí naquele momento. O 1 a 0 era pouco diante da superioridade construída na primeira etapa. Cauan de Almeida acertou bastante na montagem da equipe. Colocou jogadores mais experientes e titulares na estrutura defensiva, como Baldini e Douglas Teixeira, deu sustentação no meio com Zé Ricardo, Luiz Henrique e Jean Lucas, e ainda apostou num ataque móvel, rápido e agressivo.
Claro, o adversário e suas fragilidades, que também jogou com uma equipe alternativa mesclando reservas com titulares, facilitou, já que teve muita dificuldades de desenvolver o jogo.
O atacante Sorriso, do Avaí, perdeu duas oportunidades claras de gol, na vitória do Avaí contra o Sampaio CorrêaFoto: Fabiano Rateke/AFC/NDO segundo tempo foi completamente diferente. O Avaí baixou demais a rotação e claramente administrou energia pensando no compromisso de domingo pela série B contra o Fortaleza. O problema é que administrar um jogo vencendo por apenas 1 a 0 sempre gera tensão, ainda mais porque um empate eliminaria a equipe. Mesmo com os resultados paralelos ajudando — derrotas de Volta Redonda e Operário — havia um clima de ansiedade pela fragilidade do placar.
Foi então que as trocas de Cauan de Almeida ajudaram o time a acordar novamente. Thayllon entrou bem, Jamerson também deu mais dinâmica, e Paulo Vítor acrescentou intensidade ao meio-campo. Wallison, entrou bem e deu suporte defensivo melhor que do Wesley Gasolina.
O Avaí voltou a pressionar um pouco mais o adversário e encontrou o segundo gol em uma cobrança de falta do Thayllon, desviada pelo zagueiro Renan Diniz, que encontrou as próprias redes. O segundo gol trouxe tranquilidade para um jogo que ainda carregava risco emocional pelo placar mínimo.
E a verdade é que, apesar da queda de intensidade no segundo tempo, o Avaí pouco sofreu. Se na etapa inicial Igor Bohn ainda precisou fazer uma defesa importante, depois do intervalo praticamente assistiu ao jogo.
O Sampaio Corrêa carioca mostrou muitas limitações técnicas e pouca força ofensiva. Foram 21 finalizações na partida, 14 do Avaí contra apenas sete da equipe carioca. A posse terminou igual, 50% para cada lado, mas o controle emocional e territorial foi muito mais Avaiano.
Destaques do Leão: volante Zé Ricardo, melhor jogador da partida na minha avaliação, muito regular, exercendo liderança técnica e emocional dentro de campo; Luiz Henrique, além do gol, teve muito boa participação defensiva e; Douglas Teixeira mais no controle defensivo. Já Jean Lucas e Sorriso ficaram devendo um pouco mais de efetividade no ataque.
Na semifinal, jogo de volta entre Avaí e Volta Redonda será na Ressacada
O volante e capitão Zé Ricardo do Avaí, teve atuação de destaque na vitória contra o Sampaio Corrêa-RJFoto: Fabiano Rateke/AFC/NDO Avaí acabou premiado não apenas com a classificação, mas também com a liderança do Grupo B. Agora, o desafio será contra o Volta Redonda, em dois confrontos que prometem exigir um Avaí mais constante durante os 90 minutos.
Primeiro jogo será em Volta Redonda e o segundo e decisivo na Ressacada, no Grupo B, e quem vencer os dois duelos, poderá enfrentar Chapecoense ou Novorizontino. A chape também decide em casa a semifinal da competição regional.
Fonte ND Mais