O Ministério da Saúde emitiu, nesta semana, um alerta para possíveis novos casos de sarampo no Brasil após a Copa do Mundo de 2026.
Isso ocorre porque os três países-sede — Estados Unidos, México e Canadá — registraram, nos últimos meses, surtos da doença em seus territórios.
Em solo nacional, o Brasil é considerado pela Organização Pan-Americana da Saúde um território livre do sarampo.
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Estima-se, contudo, que cerca de 70 mil brasileiros acompanhem os jogos do Mundial entre junho e julho.
Conforme nota técnica publicada pelo Ministério da Saúde, “há um risco iminente de reintrodução do sarampo no Brasil após o retorno desses viajantes ou da chegada de estrangeiros, porventura infectados”. O cenário de transmissibilidade é considerado alto nas Américas após o evento.
Como se proteger de novos casos de sarampo
A pasta recomenda que, caso você vá à Copa, adote medidas preventivas. “A vacinação oportuna de viajantes e a vigilância sensível dos serviços de saúde são as únicas estratégias capazes de mitigar o risco de reintrodução do vírus”, informou o Departamento do Programa Nacional de Imunizações.
“Reitera-se, portanto, a necessidade de estados, municípios e profissionais de saúde priorizarem a atualização vacinal e o monitoramento rigoroso de casos suspeitos, a fim de manter o status do Brasil como país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo”, reforça a nota.
O ideal é manter a caderneta de vacinação atualizada e verificar se todas as doses da vacina tríplice viral foram aplicadas.
O imunizante protege contra sarampo, caxumba e rubéola e deve ser tomado ao menos 15 dias antes do embarque. “Em situações em que a vacina não foi administrada no período ideal, ainda assim é recomendável que o viajante receba pelo menos uma dose antes de viajar”, destacou o ministério.
Para viajantes internacionais, a orientação é verificar o cartão de vacinação e procurar uma unidade de saúde para atualizar a situação. O esquema segue:
- Crianças de 6 a 11 meses e 29 dias: devem receber a dose zero da vacina, no mínimo, 15 dias antes do embarque, para garantir a produção de anticorpos;
- Crianças de 12 meses a adultos de 29 anos: quem precisa completar o esquema vacinal (duas doses) deve tomar a primeira dose, no mínimo, 45 dias antes da viagem, garantindo tempo para a segunda dose (30 dias após a primeira) e para a resposta imunológica (cerca de 15 dias);
- Adultos de 30 a 59 anos: quem precisa receber uma dose deve iniciar o esquema, no mínimo, 15 dias antes do embarque, para permitir a soroconversão.
Ao voltar ao Brasil, caso apresente manchas vermelhas na pele e febre, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde.
O que é o sarampo?
De acordo com o Ministério da Saúde, o sarampo é uma doença viral infecciosa aguda, altamente contagiosa e potencialmente grave.
A transmissão ocorre por vias aéreas, por meio de gotículas respiratórias liberadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar.
Em 2025, o Canadá registrou 5.062 casos de sarampo; em 2026, foram 124. No México, os números saltaram de sete casos, em 2024, para 6.152 em 2025 e 1.190 em janeiro de 2026. Nos Estados Unidos, foram 2.144 casos em 2025 e outros 721 apenas em janeiro deste ano.
No Brasil, até março de 2026, foram contabilizados 232 casos suspeitos e dois confirmados: uma criança de 6 meses, em São Paulo, com histórico de viagem à Bolívia; e uma jovem de 22 anos, no Rio de Janeiro, ainda sob investigação. Nenhuma das duas estava vacinada.
*Com informações da Agência Brasil e da Agência Senado.
Fonte ==> NDMais