O início de Chapecoense sob o comando de Fábio Matias é, sem dúvida, preocupante. Em quatro jogos, são quatro derrotas, apenas dois gols marcados e nove sofridos. Os números são frios e pesam contra o treinador. Mas parar por aí é simplificar demais um problema que é muito maior.
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Seria injusto colocar toda a responsabilidade em um profissional que chegou há pouco mais de 25 dias. Fábio Matias herdou um cenário complicado, com um elenco que já mostrava limitações antes mesmo da sua chegada. A crise não começou agora, ela apenas ficou mais evidente, afinal de contas, a troca de treinador correu e os problemas continuam os mesmos.
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Os problemas da Chapecoense estão muito mais ligados à formação do grupo que disputa a Série A. A responsabilidade precisa ser dividida. Passa pelo trabalho anterior de Gilmar Dal Pozzo e também pela gestão de João Carlos Maringá, que tiveram participação direta no planejamento do futebol, mas nem de longe, eles são os principais responsáveis.
O processo de montagem do elenco não depende apenas do departamento de futebol. A diretoria administrativa também tem influência importante, seja limitando financeiramente ou interferindo em decisões técnicas. E isso, muitas vezes, impacta diretamente na qualidade do time dentro de campo.
Por isso, a análise precisa ser mais ampla. A Chapecoense tem limitações, é verdade. Mas também é justo questionar se o investimento feito na folha salarial foi bem utilizado. Será que, com os mesmos recursos, não seria possível montar um grupo mais competitivo?
Responsabilizar uma única pessoa pode até parecer mais fácil, mas não resolve o problema. A situação da Chapecoense exige autocrítica coletiva, planejamento mais claro e decisões mais assertivas. Sem isso, a tendência é que a pressão continue aumentando ,e os resultados, infelizmente, sigam não aparecendo.
Fonte ==> NDMais