Por Alexandre Noronha e Diego Ramos.
Quando pensamos na Copa do Mundo, associamos a estádios lotados, rivalidades históricas e grandes momentos do esporte, mas a Copa do Mundo começa muito antes do primeiro apito.
Nenhuma seleção chega ao torneio por acaso. Existe planejamento, preparação, investimento, estratégia e um objetivo muito claro: entrar para vencer.
Curiosamente, a mesma lógica também se aplica aos negócios que desejam competir tanto localmente quanto internacionalmente.
Isso mesmo, há outra Copa acontecendo paralelamente. Uma copa que traz a necessidade de obter conquistas e de buscar oportunidades, composta por competições, encontros, conexões, negócios, cultura e relações entre países.
A pergunta é: a sua empresa esta entrando no mercado para vencer ou apenas para participar?
A Copa do Mundo dos negócios já começou
Enquanto milhões de pessoas assistem aos jogos, uma competição global acontece todos os dias dentro do nosso país. É a disputa por mercados, clientes, investimentos, talentos e inovação.
Aqui no Brasil empresas internacionais estão conquistando cada vez mais mercado, em todos os setores, inclusive disputando preços com nosso varejo todos os dias.
A globalização eliminou a necessidade de presença física para competir no mercado exterior. Hoje, o concorrente internacional já está no nosso mercado e domina nosso mercado online.
A questão não é mais se as empresas irão competir globalmente. A questão é se as nossas empresas estão preparadas para competir de igual para igual com a empresa do exterior aqui no Brasil.
Quem quer jogar a Copa precisa sair da fase regional
Imagine uma seleção que decide disputar a Copa do Mundo treinando apenas contra adversários locais.
Sería suficiente? Provavelmente não. Então por que tantas empresas ainda analisam apenas seus concorrentes locais?
Uma startup de Florianópolis não compete apenas com startups brasileiras. Uma empresa de tecnologia de Blumenau não compete apenas com empresas catarinenses.
Uma indústria de Joinville não compete apenas com fabricantes nacionais. Todos estão competindo com o mundo. E o mundo não está esperando para nossas empresas entrarem em campo.
O que eu, Diego Ramos, observo diariamente
Ao longo dos últimos anos, acompanhando a expansão da Teltec e liderando uma das maiores entidades de tecnologia do Brasil, a ACATE, tenho observado um movimento cada vez mais evidente.
As empresas que crescem mais rápido são justamente aquelas que conseguem criar relacionamentos além de suas fronteiras.
Não estamos falando apenas de exportação. Estamos falando de acesso ao conhecimento, a tendências, a tecnologia, a investidores, a parceiros estratégicos, a novos mercados.
Os maiores saltos de crescimento raramente ocorrem quando a empresa olha para dentro. Eles acontecem quando ela amplia sua visão de mundo.
E o que eu, Alexandre Noronha, vejo nas relações internacionais
Ao ver o preparo de empresários para se relacionar com o mundo, em rodadas de negócios, missões, feiras globais e programas de internacionalização, existe uma situação que se repete constantemente.
Muitos acreditam que a fluência no idioma estrangeiro é uma oportunidade para buscar negócios lá fora. Mas essa habilidade virou uma necessidade. Veja quantos eventos internacionais, como o Web Summit Rio, estão surgindo no Brasil.
Quanto conhecimento está a nossa disposição no exterior para tornar nossa empresa competitiva com empresas globais e se diferenciar inclusive de outros concorrentes locais.
A oportunidade está na construção da jogada antes da proposta comercial. Muitas vezes, o negócio não acontece porque a empresa se posicionou melhor. O negócio acontece porque ela apresentou mais confiança e entrosamento.
O relacionamento continua sendo a moeda mais valiosa do mercado internacional.
Entrar para jogar ou entrar para vencer?
Durante uma Copa do Mundo, há seleções que entram em campo com a intenção de surpreender e existem seleções que entram acreditando que podem ser campeãs.
A diferença é comportamental, empresas também possuem essa escolha.
Uma empresa que entra em um mercado apenas para observar dificilmente volta com resultados transformadores.
Relacionamentos nacionais e internacionais exigem protagonismo. Ninguém conquista espaço esperando ser descoberto.
O verdadeiro troféu
Ao final da Copa, apenas uma seleção levanta a taça, mas quem chega mais longe leva muito além do título.
Leva novos aprendizados, expectativas, relevância, experiência e reconhecimento internacional.
Nos negócios, o verdadeiro troféu não é apenas o contrato assinado. É a construção de uma rede de relacionamento. É ser lembrado quando surgir uma oportunidade.
É ser indicado quando um mercado procurar por suas entregas. É estar presente nas conversas que definirão os próximos movimentos da economia global.
Porque, no final das contas, globalização não é sobre vender para o mundo. É sobre construir relacionamentos com o mundo.
E assim como na Copa do Mundo, quem deseja vencer precisa começar a preparação muito antes de entrar em campo.
Fonte ==> EconomiaSC