A derrota do Figueirense para o Barra por 3 a 0, foi marcada por dois tempos muito distintos. No início da partida, no primeiro tempo, o Barra foi superior nos primeiros 10 minutos, impondo ritmo forte e explorando principalmente os lados do campo.
Pelo setor esquerdo, Marcelinho levou vantagem sobre Léo Maia em jogadas de velocidade e enfrentamento direto. Já pelo lado direito, Fábio também encontrou espaço para avançar, aproveitando a dificuldade inicial de encaixe defensivo do Figueira. A equipe alvinegra sentiu a pressão da marcação adversária nesse começo, teve dificuldades na saída de bola e cometeu erros de posicionamento que facilitaram as investidas do Barra.
Porém, a partir dos 15 minutos, o Figueirense começou a se ajustar melhor em campo. A equipe passou a circular a bola com mais qualidade, encontrou espaços entre as linhas e assumiu o controle da partida. Esse crescimento se traduziu em chances claras: foram duas bolas na trave — uma delas em lance que quase resultou em gol contra —, além de outras finalizações, mas que não levou a chances claras.
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O time aproveitou bem o vento a favor e utilizou a velocidade pelos lados como principal arma ofensiva, com Igor Bolt e Léo Maia pelo lado direito e Ryan Carlos Raynan pela esquerda. A bola parada também foi um diferencial importante, com vários escanteios a favor que levaram perigo constante à defesa do Barra. Com mais volume de jogo, intensidade e presença no campo ofensivo, o Figueirense foi superior na maior parte da primeira etapa e, pelo que produziu, merecia ter ido para o intervalo em vantagem no placar. Saiu aplaudido pelo torcedor.
Mas, como ocorreu em Anápolis na rodada anterior, no segundo tempo, o cenário mudou. O início foi mais equilibrado, com poucas alternativas ofensivas de ambos os lados e um ritmo mais cadenciado. O Barra adotou uma postura mais conservadora, recuando suas linhas e se organizando com cinco jogadores no campo de defesa, claramente apostando nas transições rápidas e nos contra-ataques como estratégia principal.
O meia Raynan não teve boa atuação no Figueirense na derrota por 3 a 0 para o Barra no ScarpelliFoto: Patrick Floriani/FFC/NDE foi justamente dessa forma que conseguiu abrir o placar. Em uma jogada de contra-ataque bem executada, Gabriel Silva encontrou o lateral-direito Fábio nas costas de Ryan Carlos. Fábio avançou e cruzou para a área, onde, em uma falha de posicionamento de Léo Maia, Marcelinho apareceu livre para finalizar e marcar.
Após o gol sofrido, o Figueirense tentou reagir, mas encontrou dificuldades para manter a organização. As entradas dos atacantes Gui Vieira, Zé Carlos e Hyuri não surtiram o efeito esperado. Faltou coordenação nas ações ofensivas, melhor ocupação de espaço e qualidade nas decisões no último terço do campo. A equipe passou a se expor mais defensivamente, oferecendo ainda mais campo para o Barra explorar os contra-ataques.
Foi assim que surgiu o segundo gol. Em nova transição rápida, o Barra aproveitou a desorganização do Figueira e, após erro na marcação e falta de bloqueio na entrada da área, o volante Tetê acertou um belo chute para ampliar o placar, um golaço. O gol evidenciou novamente problemas de compactação e proteção defensiva do time alvinegro.
No fim da partida, para coroar um segundo tempo patético, o Figueira ainda sofreu o terceiro gol. Mais uma vez, o lance se desenvolveu pelo lado esquerdo da defesa alvinegra, onde houve fragilidade na marcação. Cléo Silva teve liberdade para conduzir a jogada e finalizar com tranquilidade, fechando o placar.
O resultado refletiu a queda de desempenho do Figueirense na etapa final, especialmente pela desorganização tática, erros individuais e dificuldade de reação diante de um adversário eficiente em sua proposta de jogo.
Dois jogos seguidos que o Figueirense sucumbe no segundo tempo e sofre três gols
O zagueiro Felipe Santiago do Figueirense, ficou exposto no segundo tempo e não teve boa atuação na derrota contra o BarraFoto: Patrick Floriani/FFC/NDO Figueirense repetiu o feito do jogo da rodada anterior com o Anápolis, e sofre três gols no segundo tempo, momento em que se desorganiza e que não demonstra qualquer poder de reação.
Raul Cabral fez escolhas erradas na escalação inicial com Felipe Santiago pelo lado esquerdo da zaga, sendo que o time tem dois zagueiros canhotos no elenco e, também errou ao insistir em Arthur Martins na linha do meio de campo. Já ficou claro que o jogador não tem características para a função. Raul nas trocas errou ao sacar do time Igor Bolt, que pelo menos tem mais força no arrasto ofensivo.
Difícil a situação do Furacão e insustentável a manutenção do gerente executivo de futebol Daniel Kaminski. E Raul Cabral precisa reinventar esse time, primeiro fechando a casinha, time está sofrendo muitos gols. Foram sete em três jogos sob seu comando.
Fonte ND Mais