A política econômica da ‘Motosserra de Milei’ adotada pelo governo argentino passou a impactar as exportações brasileiras neste ano.
Conforme dados do Indec, o instituto oficial de estatísticas da Argentina, de julho deste ano, a China voltou a assumir a liderança entre os fornecedores do mercado argentino, superando o Brasil em cerca de US$ 333 milhões nas importações entre janeiro e junho.
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Motosserra de Milei ‘corta’ compras de produtos brasileiros e China vira principal fornecedora da Argentina – Montagem feita com imagens de reprodução/ND Mais
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Efeito ‘motosserra de Milei’ afeta empresas brasileiras e produtos da China roubam espaço do Brasil na Argentina – Montagem feita com imagens de Luis Robayo/AFP e da Agência Câmara/ND Mais
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Ajuste fiscal promovido por Milei reduziu o consumo e afetou exportações brasileiras – La Libertad Avanza/Reprodução/ND Mais
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Efeito de Javier Milei faz Brasil perder espaço para produtos chineses na Argentina – Reprodução/Agência Brasil
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Ajuste fiscal de Javier Milei muda mercado e reduz exportações brasileiras – Divulgação/Gage Skidmore/Flickr/ND MAIS
O cenário é impulsionado pela retração do consumo das famílias na Argentina e pelo avanço de produtos chineses, especialmente no setor automotivo.
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O movimento também ocorre após um período em que a Argentina ajudou a compensar parte das perdas do comércio exterior brasileiro. Agora, a redução das compras de bens produzidos no Brasil evidencia uma mudança na dinâmica comercial entre os países membros do Mercosul (Mercado Comum do Sul).
Política da ‘motosserra de Milei’: ajuste fiscal impacta comércio entre Brasil e Argentina
As estatísticas do Indec apontam que, entre janeiro e junho, a Argentina importou US$ 7,98 bilhões da China, equivalentes a 22,5% das compras externas, enquanto o Brasil respondeu por US$ 7,65 bilhões, ou 21,5% do total.
A retirada de subsídios para despesas como energia, gás e transporte realizada pelo governo de Milei reduziu o poder de compra da população argentina.
Efeito ‘motosserra de Milei’ afeta empresas brasileiras e produtos da China roubam espaço do Brasil na ArgentinaFoto: Montagem feita com imagens de Luis Robayo/AFP e da Agência Câmara/ND MaisCom isso, consumidores passaram a adiar aquisições consideradas não essenciais, afetando diretamente diversos produtos exportados pelo Brasil. Entre os principais impactos apresentados pelo Indec estão:
- queda de 10,5% nas vendas de automóveis e veículos comerciais leves em relação ao mesmo período de 2025;
- aumento da presença de veículos elétricos e híbridos fabricados na China;
- redução das exportações brasileiras de veículos para a Argentina em 35,4%, totalizando 106 mil unidades.
Produto brasileiro registra queda de importação pela Argentina e afeta empresas nacionais
Mesmo mantendo presença relevante entre as montadoras que abastecem o mercado argentino, o Brasil perdeu participação nas importações de veículos. Em apenas um ano, os automóveis brasileiros passaram de 82% para 56% do total comprado pela Argentina.
Ao mesmo tempo, marcas chinesas ampliaram rapidamente seu espaço. Um em cada cinco veículos importados pelo país já vem da China, enquanto fabricantes do país asiático ultrapassaram 9% das vendas de automóveis no mercado argentino após a ampliação da oferta de modelos eletrificados.
Outro fator apontado é a decisão do governo argentino de liberar cotas para importar até 50 mil veículos eletrificados com imposto de importação zerado, medida que favoreceu o crescimento da participação chinesa.
Setor de autopeças é um dos afetados pela política econômica argentina
A concorrência não ficou restrita aos veículos completos. O setor de autopeças também foi impactado pela política econômica do governo argentino.
A participação brasileira nas importações argentinas do segmento caiu de 33,9% para 28,2% em dois anos, enquanto os produtos chineses avançaram de 8,8% para 15,3%. Componentes como transmissões, motores, rodas e pneus estão entre os itens chineses que passaram a ganhar maior espaço.
Além disso, a retirada de exigências para certificações nacionais em determinadas peças facilitou a entrada de produtos chineses destinados ao mercado de reposição.
Fonte ==> NDMais