A Série B do Campeonato Catarinense de 2026 terminou deixando um alerta que a Federação Catarinense de Futebol não pode ignorar. O Sport Club Jaraguá encerrou sua participação como um caso emblemático de falta de competitividade.
Sofreu mais de 70 gols ao longo da competição, disputou boa parte da campanha com uma equipe Sub-20 e, na rodada final, sequer entrou em campo diante do Blumenau, comunicando oficialmente antes que não jogaria. O resultado foi o W.O. e a vitória por 3 a 0 do adversário.
O problema vai muito além dos números. Uma equipe incapaz de competir compromete o equilíbrio esportivo, beneficia quem a enfrenta e enfraquece a credibilidade do campeonato.
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Como se não bastasse, o clube ainda esteve no centro de uma investigação conduzida e que culminou no julgamento pela 3a Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina, diante de suspeitas de manipulação de resultados.
No julgamento, por insuficiência de provas, todos os denunciados, inclusive o Jaraguá, foram absolvidos. A decisão deve ser respeitada, mas o simples fato de uma competição conviver com esse cenário já representa um desgaste institucional.
É justamente por isso que a Federação precisa revisar seus critérios de participação. Não basta apenas preencher vagas. É necessário exigir condições mínimas para que os clubes disputem a competição de forma digna, com estrutura, capacidade financeira mínima e elenco capaz de manter um nível aceitável de competitividade durante toda a temporada. O rigor não deve ser entendido como barreira, mas como proteção ao próprio campeonato.
A valorização do futebol catarinense, também passa pela divisões inferiores como a Série B do Campeonato Catarinense
Jogadores do Guarani de Palhoça comemoram a permanência na Série B do Campeonato CatarinenseFoto: Bianca Coan/GFC/ND MaisSanta Catarina vive um momento em que se discute a valorização do futebol estadual, a busca por novas receitas, maior interesse de investidores e competições mais fortes, capazes de preparar melhor os clubes para os torneios nacionais.
Esse processo, porém, perde força quando a segunda divisão apresenta um participante que se transforma em mero coadjuvante, acumula goleadas, termina com um W.O. e ainda convive com investigações que colocam o torneio sob suspeita, mesmo sem condenações.
O episódio do Jaraguá precisa servir de aprendizado. O futebol catarinense merece uma Série B mais organizada, equilibrada e confiável. Se o objetivo é fortalecer a modalidade no Estado, situações como essa não podem voltar a fazer parte do roteiro da competição.
Fonte ND Mais