Presidente do Sinetran, César Tadeu, afirma que falta de pagamento compromete o funcionamento do benefício e alerta: “Não existe almoço de graça. Alguém paga por isso.”
Manaus (AM), 3 de novembro de 2026 — O passe livre estudantil está suspenso, segundo informações divulgadas na manhã desta terça-feira (3) pelo presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetran), César Tadeu. De acordo com o dirigente, a medida é consequência da falta de repasses financeiros por parte do Governo do Estado do Amazonas, que, segundo ele, acumula uma dívida de milhões de reais com o sistema de transporte coletivo.
A situação tem provocado dificuldades financeiras para as empresas responsáveis pela operação do serviço, comprometendo a disponibilização dos créditos necessários à utilização do benefício pelos estudantes.
Segundo César Tadeu, as empresas enfrentam dificuldades para manter a gratuidade sem receber os valores correspondentes ao transporte dos passageiros beneficiados.
A suspensão afeta diretamente estudantes que dependem do transporte público para chegar às escolas e demais instituições de ensino, gerando preocupação entre famílias que contam com o benefício para reduzir os custos de deslocamento.
“NÃO EXISTE ALMOÇO DE GRAÇA. ALGUÉM PAGA POR ISSO”
Ao abordar a situação financeira do sistema, o presidente do Sinetran destacou que a gratuidade oferecida aos passageiros não significa ausência de custos para as empresas responsáveis pelo transporte.
Embora o estudante não pague diretamente pela passagem, existe um custo operacional que precisa ser assumido pelo poder público.
Combustível, manutenção dos veículos, salários dos trabalhadores e demais despesas continuam existindo, independentemente de quem utiliza o transporte.
Na avaliação apresentada pelo dirigente, quando o governo deixa de realizar os pagamentos previstos, o funcionamento do benefício fica comprometido.
PASSE LIVRE PARA TRABALHADORES TAMBÉM ENTROU EM DISCUSSÃO
Durante a manifestação, César Tadeu também foi questionado sobre a proposta de passe livre para trabalhadores, anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha eleitoral.
O dirigente afirmou que, em princípio, não vê problemas na implementação da medida, desde que o Governo Federal assuma integralmente os custos e mantenha os pagamentos em dia.
Para o presidente do Sinetran, a questão central não é a existência da gratuidade, mas a garantia de recursos financeiros para custeá-la.
“Se paga, vai funcionar. Se não paga, não tem como funcionar.”
A posição apresentada pelo dirigente reforça a necessidade de planejamento financeiro para qualquer política pública que estabeleça gratuidade no transporte coletivo.
PAGAMENTO ANTECIPADO SERIA CONDIÇÃO PARA GARANTIR O BENEFÍCIO
César Tadeu defendeu que os valores destinados ao custeio das gratuidades sejam repassados antecipadamente, todos os meses, evitando que as empresas tenham de arcar com despesas sem a correspondente compensação financeira.
Segundo o entendimento apresentado, esse modelo permitiria maior previsibilidade para as operadoras e reduziria o risco de interrupções dos benefícios.
A discussão evidencia um desafio para a gestão do transporte público: garantir o acesso da população aos serviços essenciais sem comprometer a sustentabilidade financeira das operações.
ESTUDANTES AGUARDAM SOLUÇÃO
Enquanto o impasse financeiro permanece, estudantes e familiares enfrentam incertezas sobre a retomada do passe livre.
A situação também levanta questionamentos sobre o valor exato da dívida, o cronograma de regularização dos repasses e as providências que serão adotadas para restabelecer o benefício.
O Portal do Generoso ressalta a importância de esclarecimentos por parte do Governo do Amazonas sobre os pagamentos mencionados pelo Sinetran e as medidas necessárias para normalizar o atendimento aos estudantes.
O espaço permanece aberto para manifestação do Governo do Estado do Amazonas e dos demais órgãos responsáveis.
Portal do Generoso — A notícia com responsabilidade e compromisso com a população amazonense.