A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) encerrou o primeiro dia do julgamento de dez acusados do chamado Núcleo 3 ‘Kids Pretos’, nesta terça-feira (11).
O grupo Kids Pretos é formado majoritariamente por militares do Exército, apontados pela PGR por organizar ações para viabilizar um golpe de Estado.
As defesas negaram participação dos réus no plano. A sessão será retomada na manhã de quarta-feira (12).
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A PGR defendeu a condenação dos acusados por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
“Não há nos autos nenhuma mensagem, nenhuma prova ou comunicação. O general jamais esteve constando em nenhum documento desse processo e em nenhum dos atos executórios mencionados”, completou.
Seis dos dez advogados apresentaram sustentações orais e afirmaram que seus clientes não integraram a suposta trama. A sessão foi suspensa às 18h50.
Quem são os réus do Núcleo 3
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Os Kids pretos, Rafael Martins de Oliveira, Hélio Ferreira Lima, Rodrigo Bezerra de Azevedo e Mario Fernandes planejavam o assassinato de Lula, Alckmin e Moraes – Reprodução/NDFoto 1 de 4
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Três dos quatro “kids pretos” presos ano passado integram o núcleo 3 da suposta trama golpista – Divulgação/NDFoto 2 de 4
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Coronel Bernardo Romão Correa Neto, membro do ‘kids pretos’ – Reprodução/Redes SociaisFoto 3 de 4
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Rodrigo Bezerra, intregrante do “kids pretos” treinado para operações estratégicas – Reprodução/NDFoto 4 de 4
Segundo a acusação, o grupo, conhecido como “kids pretos”, ligado a forças especiais, é composto por nove militares e um policial federal:
- Bernardo Romão Corrêa Netto
- Estevam Theóphilo
- Fabrício Moreira de Bastos
- Hélio Ferreira Lima
- Márcio Nunes de Resende Júnior
- Rafael Martins de Oliveira
- Rodrigo Bezerra de Azevedo
- Ronald Ferreira de Araújo Júnior
- Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros
- Wladimir Matos Soares.
Tensão durante julgamento dos Kids Pretos
A defesa do coronel Márcio Nunes de Resende Júnior disse que reunião de 28 de novembro de 2022 foi “confraternização” sem caráter golpista.
O ministro Flávio Dino questionou o advogado sobre mensagens de WhatsApp citadas pela PGR.
Ministro Flávio DinoFoto: Gustavo Moreno/STFO defensor reconheceu a autoria de uma delas, mas disse que não se relacionava ao suposto plano de pressão ao Alto Comando do Exército.
Acusações sobre encontros e próximos passos
A defesa do general da reserva Estevam Theóphilo pediu absolvição e negou ligação com atos de 8 de janeiro de 2023.
A PF relata três encontros dele com o então presidente Jair Bolsonaro no fim de 2022, com discussões sobre GLO ou estado de sítio, o advogado afirma que as reuniões ocorreram com ciência do comandante do Exército à época.
O julgamento deve ser retomado na quarta (12), quando os ministros proferirão os votos.
Com informações da Agência Brasil
Fonte ==> NDMais