Empresas correm contra o tempo para se adaptar à reforma tributária

Empresas correm contra o tempo para se adaptar à reforma tributária

Mesmo tendo começado a se preparar antes da obrigatoriedade das novas regras, a rede varejista Minipreço – que possui 18 lojas em dez cidades brasileiras – ainda evita dizer que está pronta para a reforma tributária.

A empresa mobilizou as áreas contábil, fiscal e de tecnologia, acompanha mudanças na legislação e já simula operações de compra e venda para testar documentos fiscais e a integração entre sistemas. Ainda assim, considera precipitado afirmar que concluiu a adaptação.

Uma das mudanças mais visíveis para as empresas está justamente na emissão das notas fiscais, que passam a incorporar os novos campos do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), conforme o cronograma de transição. Mas adequar o documento é apenas uma parte do processo, porque as informações que chegam à nota dependem de cadastros, classificações fiscais, regras tributárias e sistemas corretamente parametrizados.

“A nota fiscal é apenas a ponta do iceberg”, diz Tiago da Silva, gerente contábil e fiscal do Grupo Minipreço. Nos bastidores, estão milhares de produtos, cadastros e classificações fiscais que precisam ser revisados, além de parametrizações e sistemas que devem funcionar de forma integrada.