o que aconteceu com a gigante do marketing multinível

o que aconteceu com a gigante do marketing multinível

Em 2018, mais de 35 mil pessoas lotaram o Allianz Parque, em São Paulo, para uma convenção de vendas. Sob luzes de show, a Hinode celebrava 30 anos e um faturamento de R$ 2,7 bilhões, depois de sair de alguns milhões de reais para bilhões em menos de uma década.

O sucesso, porém, veio acompanhado de controvérsias. A Hinode cresceu impulsionada pelo marketing multinível, modelo que permite aos vendedores ganhar tanto com a própria venda de produtos quanto com a formação de redes de revendedores. A estrutura alimentou acusações de que a empresa operaria como uma pirâmide financeira, embora investigações não tenham comprovado a prática.

Oito anos após a festa no estádio paulista, a empresa é consideravelmente menor. No caminho, enfrentou falta de produtos, dificuldade para manter consultores e uma série de problemas decorrentes do crescimento acelerado. Agora, aposta o futuro em uma parceria com o cantor sertanejo Gusttavo Lima, parte de uma estratégia para reposicionar a marca e voltar a crescer.

Da garagem de casa ao marketing multinível e estádios lotados

A Hinode nasceu em outubro de 1988, na garagem de uma casa na Zona Norte de São Paulo. O casal Francisco e Adelaide Rodrigues – ele torneiro mecânico, ela costureira – fabricava e envasava cosméticos de manhã, os embalava à tarde e os entregava de porta em porta à noite. O filho mais velho, Sandro Rodrigues, ajudava a carregar as sacolas desde os 12 anos.