prima fala sobre suspeito de chacina em Joinville

'Vai direto pro inferno': prima expõe controle e ameaças do suspeito de chacina em Joinville

Allana Lemos detalha ameaças, controle e histórico de violência do suspeito da chacina no bairro Saguaçu, em Joinville, onde três pessoas da mesma família foram mortas

‘Vai direto pro inferno’: prima expõe controle e ameaças do suspeito de chacina em Joinville – Foto: Divulgação/Redes sociais/ND

As investigações sobre a chacina que matou três pessoas da mesma família no bairro Saguaçu, em Joinville, na madrugada de quinta-feira (11), avançam com primeiros relatos de familiares.

Allana Lemos, prima de Ingrid Iolly Araújo Silva Berilo, uma das vítimas, deu um depoimento exclusivo à NDTV RECORD, denunciando o controle psicológico, as ameaças e a sensação de medo que cercavam a rotina da família nos últimos meses.

Segundo Allana, a família já havia percebido que a relação entre Ingrid e Ramzi Mohsen Hamdar, de 49 anos,suspeito do crime, era marcada por brigas. “A gente estava tentando fazer com que ela saísse de lá. Eu me propus a pagar o aluguel dela, a colocar ela para trabalhar comigo”, contou.

A relação entre Ingrid e Ramzi durou pouco tempo. De acordo com a Polícia Civil, o período real de convivência na mesma casa foi de apenas cinco a seis meses. “Nesse contexto da convivência do casal já havia um desgaste entre o autor e a vítima e os seus próprios familiares”, destacou o delegado Dirceu Silveira.

Telefone clonado e tentativa de sair de casa

Segundo Allana, Ramzi teria clonado o telefone da sogra, mãe de Ingrid, e monitorava as conversas da família.

“Brigas constantes por conta desse medo da minha tia, e minha tia desabafava com a minha mãe. Só que ele via tudo porque ele clonou o telefone da minha tia.”

  • Conforme Hospital Municipal São José, o quadro da sobrevivente é grave - Reprodução/Redes Sociais/ND
    Conforme Hospital Municipal São José, o quadro da sobrevivente é grave – Reprodução/Redes Sociais/ND
  • Polícia investiga chacina em Joinville - Divulgação/Redes Sociais/ND
    Polícia investiga chacina em Joinville – Divulgação/Redes Sociais/ND
  • Chacina em Joinville ocorreu no bairro Saguaçu - Reprodução/Isabela Corrêa/ND
    Chacina em Joinville ocorreu no bairro Saguaçu – Reprodução/Isabela Corrêa/ND

Ela também afirmou que a vítima havia pedido ajuda ao ex-companheiro de Ingrid para sair da casa.

“Ela mandou mensagem para ele umas nove horas da noite antes do acontecido. […] Pediu para que o ex ajudasse ela na mudança. A gente deduz que eles já tinham brigado, uma briga muito feia, talvez.”

“Não era uma vida saudável”, diz a prima

Allana também comentou sobre os antecedentes do suspeito, citando relatos de violência envolvendo filhos de relacionamentos anteriores.

“Hoje, depois do acontecido, é que a gente vê tudo que já falaram. Vi comentários do próprio filho dele, que ele bateu nesse filho. […] Então a gente de fato não sabe como ele era, quem ele era. […] Mas não era uma vida saudável, como parecia ser.”

  • Polícia Científica trabalha com hipótese de que o suspeito pode ter sofrido um surto no momento do crime - Reprodução/Redes Sociais/ND
    Polícia Científica trabalha com hipótese de que o suspeito pode ter sofrido um surto no momento do crime – Reprodução/Redes Sociais/ND
  • Polícia investiga chacina em Joinville - Divulgação/Redes Sociais/ND
    Polícia investiga chacina em Joinville – Divulgação/Redes Sociais/ND

O delegado Dirceu Silveira confirmou que Ramzi tinha uma medida protetiva imposta por uma filha de um relacionamento anterior.

Delegado confirma perfil violento do suspeito

O delegado Dirceu Silveira confirmou que Ramzi já apresentava histórico de comportamento agressivo em relações anteriores.

“Esse autor se tratava de uma pessoa extremamente violenta, nós conversamos com pessoas com quem ele conviveu anteriormente foi dito que esse indivíduo era uma pessoa violenta, com agressões físicas, agressões morais e também no relacionamento atual há informações de que havia também violências morais”, afirmou.

Segundo ele, a vítima estaria cogitando uma separação, mas continuava na convivência.

“A vítima estaria propensa a se separar, a romper esse relacionamento, no entanto isso não ocorreu […] e acabou na tragédia que aconteceu.”

Família teme não ver justiça

A dor da família é agravada pelo sentimento de impunidade, já que o principal suspeito foi encontrado morto no local do crime.

“Não tem como fazer a justiça se ele mesmo está morto”, lamentou Allana. “A gente sabe que o caminho dele vai direto para o inferno, mas isso não supre a falta de quatro pessoas que a gente ama.”

Relembre o caso da chacina em Joinville

Na madrugada de 11 de setembro, quatro pessoas da mesma família foram baleadas dentro da casa onde moravam, no bairro Saguaçu, em Joinville.

  • Sogra foi socorrida em estado grave - Reprodução/Isabela Corrêa/ND
    Sogra foi socorrida em estado grave – Reprodução/Isabela Corrêa/ND
  • Homem é suspeito de matar esposa e enteados - Reprodução/Isabela Corrêa/ND
    Homem é suspeito de matar esposa e enteados – Reprodução/Isabela Corrêa/ND
  • Suspeito de chacina em Joinville foi encontrado morto no local - Reprodução/Isabela Corrêa/ND
    Suspeito de chacina em Joinville foi encontrado morto no local – Reprodução/Isabela Corrêa/ND

Entre as vítimas estão Ingrid Iolly Araújo Silva Berilo, de 40 anos, e seus dois filhos, de 15 e 11 anos, que morreram no local. A avó das crianças, Rita de Cássia Pereira Araújo Silva, de 65 anos, foi socorrida em estado grave e passou por cirurgia.

Segundo o delegado Dirceu Silveira, os corpos das crianças e da avó foram encontrados dentro de um dos quartos da residência. Já o corpo de Ingrid estava caído no corredor.

O principal suspeito do crime é Ramzi Mohsen Hamdar, de 49 anos, companheiro de Ingrid, que também foi encontrado morto no local. De acordo com novas informações da Polícia Civil, o casal convivia junto há apenas cerca de seis meses.



Fonte ==> NDMais

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