Moradores manifestam preocupação com projeto de urbanização previsto para o Rio Tavares • Sul de Floripa

Moradores manifestam preocupação com projeto de urbanização previsto para o Rio Tavares 1

Comunidade critica proposta de empreendimento residencial de grande porte e cobra soluções para infraestrutura antes da expansão urbana.

Moradores do bairro Rio Tavares, em Florianópolis, têm manifestado preocupação com a proposta de implantação de um Plano Específico de Urbanização (PEU) para a área conhecida como Refúgio do Campeche. Segundo lideranças comunitárias, o projeto prevê um empreendimento residencial de grande porte em um terreno de aproximadamente 265 mil metros quadrados, localizado entre a Igreja de Pedra e o campo de futebol Cruz de Malta.

De acordo com as manifestações divulgadas por integrantes da comunidade, a proposta contempla edifícios de até 14 pavimentos, voltados ao mercado de alta renda, ocupando uma área com cerca de 750 metros de frente.

Os moradores afirmam que o Rio Tavares já enfrenta problemas relacionados ao crescimento urbano, como congestionamentos, deficiência no sistema de esgotamento sanitário, aumento da produção de resíduos sólidos, falta de áreas públicas de lazer e de praças, além da pressão sobre os serviços públicos.

Entre as principais reivindicações está a realização de investimentos em infraestrutura antes da aprovação de novos empreendimentos de grande porte. A comunidade defende que sejam apresentadas soluções para o saneamento básico, mobilidade urbana, drenagem, prevenção de alagamentos e mitigação dos impactos das mudanças climáticas.

Nas manifestações, moradores também demonstram preocupação com possíveis impactos ambientais decorrentes da impermeabilização do solo, do aumento da circulação de veículos e da pressão sobre os ecossistemas da região.

O Plano Específico de Urbanização (PEU) é um instrumento previsto no Plano Diretor de Florianópolis para orientar o desenvolvimento de áreas destinadas à expansão urbana. A elaboração e eventual aprovação de um PEU dependem de estudos técnicos, análises ambientais, participação da comunidade e do cumprimento das etapas de licenciamento previstas na legislação.

Até o momento, as manifestações refletem o posicionamento de moradores e entidades comunitárias. A implantação do empreendimento permanece condicionada às análises técnicas e aos procedimentos legais exigidos pelos órgãos competentes.

Fonte: Coletivo Ecolhar



Fonte ==> Sul De Floripa

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

10 * 3 = ?
Reload

Please enter the characters shown in the CAPTCHA to verify that you are human.