O Porto Itapoá inaugurou nesta terça-feira (26) seu primeiro escritório internacional, em Xangai, na China. A abertura marca uma nova etapa na estratégia de internacionalização do Terminal, que completa 15 anos de operação em 2026.
A escolha de Xangai é estratégica: a cidade é um dos principais centros logísticos e empresariais da China e abriga o maior porto de contêineres do mundo. A região concentra indústrias, empresas de comércio exterior, armadores, operadores logísticos e fornecedores que integram cadeias globais de produção e distribuição.
A iniciativa tem apoio do Governo de Santa Catarina, por meio da InvestSC, e contou com participação da estrutura diplomática brasileira na cerimônia de abertura. O escritório terá atuação comercial e de relacionamento, com foco em fortalecer vínculos com clientes e parceiros que já mantêm operações na China e na prospecção de novos negócios.
Ricardo Arten, CEO do Terminal, explica a motivação:
“Estar em Xangai significa estar mais próximo de um mercado que tem uma importância enorme para o Brasil e, particularmente, para o Porto Itapoá. Nosso objetivo é fortalecer os relacionamentos que já existem, identificar novas oportunidades e mostrar para empresas que ainda não utilizam o Terminal toda a capacidade que temos para atender suas operações.”
China responde por quase metade das importações do Terminal
Os dados do próprio terminal explicam a escolha. No primeiro semestre de 2026, 49,4% das importações movimentadas pelo Porto Itapoá tiveram a China como origem. No sentido contrário, 17,9% das exportações foram destinadas ao país asiático no mesmo período.
Agronegócio concentra mais de 90% das exportações para o país
Na pauta exportadora, os produtos ligados às cadeias agroindustriais e florestais representaram mais de 90% das cargas enviadas pelo Terminal à China no primeiro semestre de 2026. Papel e celulose lideraram com 50,13% do total, seguidos por carnes refrigeradas e congeladas (43,97%), algodão (2,72%) e madeira (2,12%).
Proximidade para transformar mercado em oportunidade
A presença física em Xangai permitirá ao Terminal acompanhar mudanças na produção, novos investimentos e alterações nos serviços marítimos que possam impactar as cadeias de suprimentos. Para importadores e exportadores, a proximidade pode significar maior capacidade de antecipação — um ajuste de estoque ou a identificação de novos compradores antes que a informação chegue de forma indireta.
Arten destaca que o escritório também mira empresas chinesas que avaliam investimentos no Brasil. “Um novo investimento industrial pode gerar fluxos de importação de componentes e equipamentos e, posteriormente, exportações de produtos acabados”, afirma.
“Nosso objetivo é construir relações de longo prazo. O escritório será uma ponte entre empresas brasileiras e asiáticas, aproximando os diferentes elos da cadeia e criando condições para que novas oportunidades de comércio possam ser desenvolvidas.”
Fonte ==> EconomiaSC