Santa Catarina consolidou-se como o segundo maior polo de empregos em tecnologia do Brasil, ultrapassando Minas Gerais no ranking nacional. Em 2025, o estado alcançou 102,2 mil empregos formais no setor, crescimento de 1,8% em relação ao ano anterior e o equivalente a 8,53% dos profissionais de tecnologia do país.
Os dados fazem parte do Observatório ACATE 2026, divulgado pela Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) durante o Startup Summit, realizado entre os dias 26 e 28 de agosto, em Florianópolis.
O levantamento também aponta o avanço do ecossistema em outros indicadores. O setor de tecnologia catarinense faturou R$ 47,9 bilhões em 2025, crescimento de 12,7%, quase o dobro da média nacional, de 7,1%. O estado também chegou a 34,2 mil empresas de tecnologia, expansão de 16,4% em um ano.
Com os resultados, o estado ocupa a sexta posição nacional tanto em número de empresas quanto em faturamento do setor. A tecnologia já representa 8% do PIB estadual, terceira maior participação do Brasil.
Florianópolis também ganha destaque no levantamento: a tecnologia responde por 21% do PIB municipal, maior participação entre as capitais brasileiras.
“O que diferencia Santa Catarina de outros polos de tecnologia é a combinação de crescimento acelerado com qualidade. Temos uma das maiores taxas de crescimento de empresas do país, um faturamento que cresce quase o dobro da média nacional e, agora, a segunda maior geração de empregos”, destaca Diego Ramos, presidente da ACATE.
Segundo ele, o desempenho é resultado de um ecossistema que acompanha as empresas desde a incubação até a internacionalização, com infraestrutura, programas de capacitação e uma cultura empreendedora consolidada.
SC chega a 34,2 mil empresas de tecnologia
Santa Catarina encerrou 2025 com 34,2 mil empresas de tecnologia, crescimento de 16,4% em relação ao ano anterior. Entre os grandes polos tecnológicos brasileiros, o desempenho coloca o estado entre os destaques em expansão, acima da média nacional de 12,4%.
O estado concentra atualmente 5,2% das empresas brasileiras de tecnologia. São Paulo permanece na liderança, com 248 mil negócios e participação de 38% no total nacional.
Outro indicador que demonstra a força do ecossistema catarinense é a densidade empresarial. Santa Catarina possui 4,18 empresas de tecnologia para cada mil habitantes, terceira maior taxa do Brasil e acima da média nacional de 3,1.
Dentro do estado, a região Sul apresentou o maior crescimento no último ano, com avanço de 22,8% e 3,6 mil empresas em atividade. Já a Grande Florianópolis concentra 33,2% dos negócios de tecnologia catarinenses, com aproximadamente 11,3 mil empresas.
Faturamento cresce quase o dobro da média brasileira
O setor de tecnologia de Santa Catarina faturou R$ 47,9 bilhões em 2025, alta de 12,7%. No Brasil, o crescimento foi de 7,1%.
O resultado coloca o estado como o sexto maior polo de tecnologia em faturamento, responsável por 5,5% dos R$ 870,9 bilhões movimentados pelo segmento no país.
A distância para o Rio Grande do Sul, quinto colocado, é de apenas R$ 130 milhões. São Paulo lidera com 45% do faturamento nacional, seguido por Rio de Janeiro (8%), Minas Gerais (7,9%), Paraná (7%), Rio Grande do Sul (5,52%) e Santa Catarina (5,50%).
O estado também vem aumentando sua participação no mercado brasileiro. Entre 2021 e 2025, Santa Catarina avançou 0,55 ponto percentual no faturamento nacional do setor, enquanto mercados consolidados como São Paulo e Rio de Janeiro perderam participação.
Tecnologia já representa 8% do PIB catarinense
O faturamento do setor passou a representar 8% do PIB de Santa Catarina, avanço de 0,25 ponto percentual em relação ao ano anterior. Nos últimos cinco anos, a participação da tecnologia na economia estadual cresceu 17,6%.
Santa Catarina possui a maior participação do setor de tecnologia no PIB entre os estados do Sul e ocupa a terceira posição nacional.
O faturamento per capita chegou a R$ 5,2 mil, quarto maior resultado brasileiro, atrás apenas do Distrito Federal, São Paulo e Amazonas.
A evolução de longo prazo também mostra a velocidade de expansão do ecossistema. Entre 2021 e 2025, o faturamento do setor cresceu 45,5%, passando de R$ 32,9 bilhões para R$ 47,9 bilhões. No mesmo período, o número de empresas avançou 83,3%, de 18,6 mil para 34,2 mil.
Grande Florianópolis concentra quase 40% do faturamento
A Grande Florianópolis permanece como o principal polo tecnológico catarinense. A região responde por 39,6% do faturamento estadual, equivalente a R$ 18,98 bilhões em 2025.
Na capital, a tecnologia representa 21% do PIB municipal, maior participação registrada entre as capitais brasileiras.
Na sequência aparecem o Vale do Itajaí, responsável por 28% do faturamento, ou R$ 13,4 bilhões, e o Norte Catarinense, com 17,6%, equivalente a R$ 8,41 bilhões.
Todas as mesorregiões apresentaram crescimento entre 2022 e 2025, indicando um processo de interiorização do setor de tecnologia, com destaque para o avanço do Vale do Itajaí e do Norte do estado.
Santa Catarina ultrapassa 102 mil empregos em tecnologia
O número de empregos no setor catarinense cresceu 1,8% em 2025, acima da média brasileira de 1,5%. Com 102,2 mil profissionais, Santa Catarina passou a ocupar a segunda posição nacional.
O estado também registra 35 empregos em tecnologia para cada mil trabalhadores formais, segunda maior intensidade do país.
A remuneração média mensal do setor é de R$ 6.195, aproximadamente duas vezes superior à média do comércio catarinense.
Em 18 anos, a base de profissionais de tecnologia cresceu cerca de 380%, passando de 21 mil empregos em 2007 para mais de 102 mil em 2025.
O desenvolvimento de software é predominante na maior parte das regiões. Na Grande Florianópolis, porém, tratamento de dados e serviços de internet concentram 44% das vagas. No Norte catarinense, a fabricação de equipamentos responde por 33% dos empregos tecnológicos.
SC também é segundo estado mais inovador e competitivo
Os indicadores econômicos acompanham o posicionamento de Santa Catarina em outros rankings nacionais.
Com pontuação de 0,449 no Índice de Inovação e Desenvolvimento, o estado ocupa a segunda posição brasileira em inovação, atrás apenas de São Paulo.
Santa Catarina também ficou em segundo lugar nos pilares instituições, infraestrutura e economia e em terceiro em conhecimento, tecnologia e economia criativa. O principal desafio aparece em capital humano e negócios, no qual o estado ocupa a sexta posição.
No Ranking de Competitividade dos Estados, do Centro de Liderança Pública (CLP), Santa Catarina também aparece na segunda colocação geral. O estado lidera o país em segurança pública e capital humano, ocupa a segunda posição em sustentabilidade social e inovação e a terceira em potencial de mercado.
Fonte ==> EconomiaSC