A vitória da Espanha por 2 a 0 sobre a França, na semifinal da Copa do Mundo de 2026, mostrou por que o futebol ainda continua sendo o esporte mais apaixonante do planeta. Até então, a França era apontada por praticamente todos como a principal favorita ao título.
A equipe de Didier Deschamps havia encantado o mundo desde a fase de grupos, mantendo o alto nível nos mata-matas, com um elenco repleto de estrelas e soluções. Dembélé, Olise, Barcola, Mbappé, Rabiot e tantas outras opções, inclusive no banco, como Doué, Theo Hernández e Cherki, davam a impressão de que os franceses estavam um passo à frente dos adversários.
Mas do outro lado havia uma Espanha igualmente talentosa e, acima de tudo, extremamente organizada. A equipe de Luis de la Fuente talvez ainda não tivesse provocado o mesmo encantamento ao longo da competição, mas vinha sendo eficiente, competitiva e segura. Contra a França, apresentou justamente sua atuação mais completa da Copa.
Receba no WhatsApp as principais notícias do mundo esportivo Entre no grupo
O histórico recente já apontava um equilíbrio com leve vantagem espanhola. A Espanha eliminou a França na Eurocopa de 2024, voltou a superá-la na Nations League de 2025 e, agora, repetiu a dose na maior competição do futebol mundial. Mais do que coincidência, existe um padrão. De la Fuente encontrou a maneira de enfrentar a seleção francesa.
Os números da semifinal desta Copa ajudam a explicar. Foram dez finalizações para cada lado, numa partida bastante equilibrada em volume ofensivo. A França, inclusive, acertou mais vezes o alvo, três contra duas. Mas a Espanha foi muito mais eficiente. Com 51% de posse de bola, criou três grandes oportunidades e transformou duas delas em gols.
A sensação, para quem acompanhou a partida, era de absoluto controle espanhol. Em muitos poucos momentos a classificação para a final pareceu realmente ameaçada. O grande mérito esteve na proposta coletiva. Não foi uma Espanha reativa, esperando o erro do adversário para contra-atacar. Pelo contrário. Marcou alto, pressionou a saída francesa, ocupou o campo ofensivo durante boa parte do confronto e dificultou a construção de jogo da equipe de Deschamps.
Os volantes venceram o duelo do meio-campo, os extremos deram profundidade e mobilidade, enquanto Olmo, Oyarzabal e Lamine Yamal desequilibraram entre as linhas. Yamal, inclusive, sofreu o pênalti que originou a abertura do placar.
O destaque individual, porém, foi Pedro Porro. Além do gol decisivo da vitória de 2 a 0, teve uma intecpectação, ajudando na transição ofensiva e, na mesma linha, obteve três recuperações de bola, seis contribuições defensivas, quatro duelos vencidos, dois no chão e dois em bola aérea.
Rodri também precisamos destacar, mais uma vez mostrou por que é um dos jogadores mais completos do futebol mundial. Foi o verdadeiro equilíbrio da Espanha, organizando a saída de bola, protegendo a defesa, distribuindo o jogo e dando ritmo à equipe. Uma atuação de enorme inteligência tática, confirmando sua importância dentro do modelo implantado por De la Fuente.
Espanha agora aguarda seu adversário na final
Lamine Yamal provocou a França colocando fotos dos gols no duelo entre França x Espanha Foto: Reprodução/ Instagram @lamineyamalNo fim, prevaleceu o coletivo sobre o brilho individual. A seleção espanhola, que ainda não havia encantado na Copa escolheu justamente a principal favorita para apresentar sua melhor atuação e garantir vaga na decisão. Isso resume a essência do futebol. Favoritismo existe até a bola rolar. Depois, vence quem executa melhor o plano de jogo.
Agora, a Espanha aguarda o vencedor de Inglaterra e Argentina para disputar a grande final. Independentemente do adversário, chega embalada por uma atuação que reafirma a força do trabalho de Luis de la Fuente e consolida a Roja como uma seleção que alia talento, organização e personalidade para buscar mais um título mundial.
Fonte ND Mais