Acordo de céus abertos pode não decolar por entraves no Brasil

Acordo de céus abertos pode não decolar por entraves no Brasil

O acordo de céus abertos entre Brasil, Argentina, Paraguai e Chile, assinado em julho para ampliar a concorrência e pressionar as tarifas aéreas para baixo, deve demorar a sair do papel. A implementação depende da remoção de barreiras regulatórias entre os países e, principalmente, de condições econômicas que tornem novas rotas atrativas para as companhias aéreas.

Os quatro países assinaram, em meados de julho, em Assunção (Paraguai), um memorando de entendimento que prevê a criação de um grupo de trabalho para estudar, nos próximos 12 meses, medidas de integração da aviação civil da região. Bolívia e Uruguai demonstraram interesse em participar posteriormente.

Em nota encaminhada à Gazeta do Povo, o Ministério dos Portos e Aeroportos ressaltou que o documento estabelece as bases para a elaboração conjunta do acordo.

Segundo o governo brasileiro, o grupo de trabalho deverá desenvolver estudos e apresentar propostas para identificar medidas que contribuam para a integração da aviação civil da região. Ainda não há uma data prevista para a entrada em vigor do acordo.