Helena e Heloísa, gêmeas siamesas que nasceram unidas pela cabeça, morreram neste sábado (15) após passarem por uma cirurgia de 15 horas no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, em São Paulo. O procedimento era a quinta e última etapa planejada para separar as irmãs, que já haviam sido submetidas a outras quatro operações.
Segundo informações do portal Terra, a cirurgia começou durante a manhã e mobilizou cerca de 50 profissionais. Caso a operação tivesse sido concluída, as irmãs ainda precisariam passar por um período de reabilitação.
A morte das gêmeas siamesas também foi confirmada pela mãe, nas redes sociais. Segundo a família, o velório deve ser realizado em São José dos Campos, mas ainda não há data e horário definidos.
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Processo de separação das gêmeas siamesas começou a ser planejado em 2024
A separação de Helena e Heloísa era planejada desde 2024. A equipe médica optou por dividir o procedimento em etapas, estratégia adotada para ampliar a segurança e as possibilidades de sucesso da operação.
As quatro primeiras cirurgias haviam sido concluídas conforme o planejamento.
A primeira ocorreu em agosto de 2025 e representou 25% do processo de separação. Em novembro do mesmo ano, as irmãs passaram por uma segunda cirurgia, que durou dez horas.
A terceira etapa foi realizada em fevereiro de 2026. Na ocasião, os profissionais chegaram a 75% da separação dos cérebros e dos vasos sanguíneos das gêmeas.
Em março, as irmãs passaram pela quarta cirurgia. Nessa fase, foram colocadas bolsas de expansão para aumentar a quantidade de pele disponível. O tecido seria utilizado posteriormente para fechar os crânios após a separação.
O caso foi o terceiro de gêmeas craniópagas tratado pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Também foi o primeiro entre os casos acompanhados pela instituição a terminar com a morte das pacientes.
Fonte ==> NDMais