A patinadora catarinense Nicoly Machado conquistou, na última quinta-feira (8), a medalha de prata no Campeonato Mundial de Patins, na modalidade Street, durante o World Skate Games 2026. O campeonato, realizado em Assunção, no Paraguai, é considerado o maior evento multidesportivo do mundo dedicado exclusivamente aos esportes sobre rodas e à patinação.
Em maio deste ano, durante uma competição na França, Nicoly sofreu uma grave lesão: fraturou a fíbula e lesionou o ligamento deltoide ao executar uma manobra. A recuperação exigiu cirurgia, fisioterapia e o afastamento temporário dos treinos de alta intensidade. Mesmo fora da seletiva brasileira por conta do acidente, a vaga para o Mundial foi garantida por meio de sua excelente pontuação no ranking internacional.
Nas redes sociais, a atleta natural de Florianópolis dividiu com seus seguidores as sensações que sentiu ao subir ao pódio. O primeiro destaque foi para a superação física. “Estar podendo patinar sem dor é muito gratificante”, comemorou.
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Outro momento marcante da competição foi a presença de seu pai na arquibancada e ao seu lado durante a jornada no Paraguai. “Raramente o meu pai pode estar comigo nas minhas viagens, porém para o Paraguai fiz questão que ele estivesse ao meu lado. Ele foi a pessoa mais incentivadora e importante para o meu início no esporte e agora saber que ele esteve presente nesse título mundial foi único”, relatou.
Além do pódio, Nicoly ressaltou que a maior satisfação esteve na forma como se apresentou na pista. Para a atleta, o principal objetivo no campeonato era expressar sua identidade no esporte. “A medalha é boa, porém fazer uma volta que é da minha essência é muito melhor. Meu maior objetivo na competição era transmitir da melhor forma o meu jeito de patinar e sinto que consegui fazer super bem”, afirmou.
Nicoly ao lado do pai após conquistar a medalha de prataFoto: @nicolymachaddo/Reprodução/Redes sociaisTrajetória de pioneirismo
A paixão de Nicoly pelos patins começou aos 11 anos de idade, por indicação médica para auxiliar no controle da ansiedade. O esporte, que surgiu como uma atividade terapêutica, logo se transformou em uma carreira de sucesso. Aos 13 anos, ela se tornou a primeira e única mulher a encarar o Corrimão do Super Rival, em São José dos Campos (SP), um dos obstáculos mais desafiadores do patins street.
Com currículo de peso, a catarinense já havia sido a primeira brasileira campeã mundial de patinação inline na categoria Bowl, título conquistado no World Skate Games de Roma, em 2024. Agora, o vice-campeonato no Paraguai consolida ainda mais seu nome entre as maiores referências da modalidade no mundo.
Fonte ND Mais