A Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) determinou nesta segunda-feira (17) a soltura do influenciador Buzeira, Bruno Alexssander Souza Silva, e de Rodrigo de Paula Morgado, conhecido como o “contador do Primeiro Comando da Capital (PCC)”.
Os dois estavam presos desde outubro de 2025, quando foram alvos da Operação Narco Bet.
A decisão reconheceu excesso de prazo na prisão preventiva dos investigados, mas manteve medidas cautelares durante o andamento do processo. As informações são do Estadão.
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Entre as determinações estão a proibição de deixar o Brasil, a restrição de contato com os demais investigados e a manutenção do bloqueio dos bens dos dois até o término do processo.
Eles são investigados por suposto envolvimento na estrutura financeira que teria viabilizado a compra do veleiro Lobo IV, apreendido em fevereiro de 2023 pela Guarda Costeira dos Estados Unidos com três toneladas de cocaína a bordo, nas proximidades da costa africana.
Influenciador está proibido de deixar o paísFoto: @buzeira_oficial/Instagram/NDO que a Justiça decidiu sobre Buzeira?
A decisão do TRF-3 determinou a soltura de Buzeira e Rodrigo de Paula Morgado após considerar excessivo o período de prisão preventiva dos dois investigados.
Apesar da liberdade, ambos deverão cumprir medidas determinadas pela Justiça enquanto o processo continua.
Os dois estão proibidos de deixar o país e de manter contato com os demais investigados no caso. O bloqueio dos bens também foi mantido até o encerramento do processo.
A defesa de Buzeira, liderada pelo criminalista Eugênio Malavasi, afirmou que “a Justiça foi alcançada” e negou qualquer envolvimento do influenciador com o crime organizado.
Já a defesa de Morgado, patrocinada pelo criminalista Felipe Pires de Campos, disse ao Estadão que “a decisão representa um importante reconhecimento das teses apresentadas pela defesa, especialmente quanto à desnecessidade da manutenção da prisão preventiva”.
Influenciador teria usado casas de apostas e empresas de fachada para lavar dinheiroFoto: @buzeira_oficial/Instagram/NDQuais são as acusações contra o influenciador?
Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF), Buzeira teria utilizado casas de apostas online, criptomoedas, pessoas apontadas como “laranjas” e empresas de fachada para lavar dinheiro relacionado ao tráfico de drogas.
De acordo com o MPF, entre agosto de 2023 e março de 2025, Buzeira teria enviado pelo menos US$ 15 milhões a Morgado por meio de criptoativos.
A investigação aponta que os valores teriam circulado por diferentes estruturas financeiras antes de chegarem aos destinatários.
“O esquema baseava-se na circulação das quantias por contas vinculadas a empresas fantasmas e pessoas físicas atravessando, diversas camadas artificiais de transferência até que fossem distribuídas aos beneficiários dos atos ilegais. A ocultação da origem dos valores era viabilizada com o uso de criptomoedas, posteriormente convertidas em valores negociados, fragmentados e pulverizados para os destinatários”, explica o MPF.
Investigação envolve veleiro apreendido com cocaína
A investigação que levou à prisão de Buzeira e Morgado também está relacionada à estrutura financeira que teria viabilizado a compra do veleiro Lobo IV.
A embarcação foi apreendida em fevereiro de 2023 pela Guarda Costeira dos Estados Unidos com três toneladas de cocaína a bordo. O veleiro foi localizado nas proximidades da costa africana.
Buzeira e Morgado são investigados por suposto envolvimento na teia financeira relacionada à aquisição da embarcação.
A soltura determinada pelo TRF-3 não encerra a investigação nem representa decisão definitiva sobre as acusações. O processo continua, com os dois investigados submetidos às medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Fonte ==> NDMais