Um estádio Centenário hostil e uma decisão pelo G8 no caminho do Figueirense

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Figueirense nunca venceu o Caxias nos confrontos no estádio CentenárioFoto: Patrick Floriani/FFC

O Figueirense terá, no domingo, às 16h, no Estádio Centenário, em Caxias do Sul, um ambiente que será hostil, a pressão será grande e a história estará presente em cada dividida.

Há 25 anos, em 2001, Figueirense e Caxias protagonizaram um dos capítulos mais marcantes da história do clube catarinense: o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro, com o gol de Abimael. Uma história que ficou adormecida durante algum tempo, mas que voltou a ganhar força desde que os dois clubes passaram a se reencontrar nas últimas temporadas.

Só que, desta vez, a rivalidade histórica divide espaço com uma necessidade absolutamente concreta. O Caxias é o oitavo colocado, justamente a posição que o Figueirense persegue. A diferença entre as equipes é de apenas três pontos. É confronto direto.

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Por isso, a segurança também precisa estar no centro das atenções. Na última vez em que Figueirense e Caxias se enfrentaram no Centenário, houve problemas. Agora, caravanas de torcedores alvinegros sairão de Florianópolis rumo à Serra Gaúcha. É fundamental que as forças de segurança de Caxias do Sul estejam preparadas para garantir que a rivalidade fique restrita ao campo e que o torcedor possa ir e voltar para casa em segurança.

Confusão entre torcedores de Figueirense e CaxiasConfusão entre torcedores de Figueirense e CaxiasFoto: Nosso Futebol+/Reprodução/ND

Dentro das quatro linhas, Raul Cabral terá um desafio igualmente complexo. Figueirense e Caxias apresentam características que indicam um jogo de muita marcação, poucos espaços e poucas oportunidades claras. É a cara da Série C, uma competição em que os detalhes costumam definir partidas equilibradas.

E existe ainda o componente climático. As chuvas e o frio intenso que atingem o Sul do país podem deixar o gramado do Centenário pesado. Um campo de boa qualidade, mas pesado. Se essa condição permanecer até domingo, será preciso entender o que o jogo vai pedir. A partida contra a Ferroviária, em Florianópolis, deixou uma lição importante: quando o gramado muda, a estratégia também precisa mudar.

Raul Cabral pode considerar, por exemplo, uma equipe mais física, mais forte nos duelos e com maior capacidade de disputa no meio-campo. A alternativa utilizada no final contra a Ferroviária, com dois atacantes mais por dentro, Emerson Galego e Hyuri, pode ser uma possibilidade desde o início.

A retirada de um jogador de beirada para reforçar o meio também poderia abrir espaço para o retorno de Raynan, ao lado de Breno, Renan Areias e Dudu. Seria um Figueirense mais robusto, preparado para um jogo de choque, segunda bola e disputa física.

Não significa abandonar a organização ou abrir mão da capacidade ofensiva. Pelo contrário. O Figueirense precisará ser muito eficiente nas poucas oportunidades que tiver. A margem de erro é mínima. Restam três jogos: Caxias e Inter de Limeira fora de casa, além do Maranhão no Scarpelli.

Se vencer os três, chega aos 30 pontos e, pelas referências recentes da competição, terá grandes possibilidades de classificação. Com duas vitórias e um empate, tem chances, embora ainda possa depender de outros resultados.

Nos últimos anos, a linha de classificação ficou em torno de 26 a 29 pontos. Isso mostra o tamanho da oportunidade, mas também o risco. O Figueirense não pode desperdiçar pontos. A faca está no pescoço.

E há um dado curioso que pode alimentar a esperança: o Figueirense tem apresentado desempenho melhor como visitante do que como mandante. Talvez seja justamente fora do Scarpelli, em dois dos três últimos compromissos, que o time encontre o caminho para realizar aquilo que até pouco tempo parecia improvável.

Hora do Figueirense transformar discurso em ação

Hyuri (D) comemora com Lucas Dias, pode ser alternativa do Figueirense contra o CaxiasHyuri (D) comemora com Lucas Dias, pode ser alternativa do Figueirense contra o CaxiasFoto: BAGGIO RODRIGUES/ND Mais

Os jogadores têm demonstrado nas entrevistas que ainda acreditam. Agora, é preciso transformar discurso em comportamento. Em Caxias, será necessário equilíbrio defensivo, força nos duelos, inteligência para suportar a pressão e eficiência quando a chance aparecer.

O estádio Centenário será hostil. A história estará no ambiente. A tabela coloca ainda mais pressão. O gramado poderá exigir adaptação. Mas é justamente em cenários assim que uma equipe mostra se está preparada para disputar algo maior. O Figueirense sabe que não pode errar. E talvez essa seja a hora de transformar a pressão em combustível.





Fonte ND Mais

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