Richard Hopkins, ex-engenheiro e dirigente da Fórmula 1, conheceu de perto o talento de Michael Schumacher. Após trabalhar com o fenômeno das pistas nos anos 1990, cenário que desenvolveu uma amizade entre os dois, o antigo chefe de operações da Red Bull sente falta do convívio que, no passado, foi constante.
Mesmo com a esposa de Schumacher, Corinna, privando a vida do alemão, Richard Hopkins não condenou a decisão. Diante do acidente em 2013 que mudou a vida de todos na família, reencontrar o amigo em uma situação triste não será positivo.
“Espero vê-lo novamente. Adoraria. Mas só se for o certo. Acho que ninguém quer ver Michael numa situação em que não o queremos ver, ou em que Michael não quer que o vejamos. Mas, ao mesmo tempo, se ele não estiver bem, eu preferiria não vê-lo”, disse Hopkins à plataforma iPredicta e citado pelos jornais Daily Star, Express e Mirror.
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“Não sei o que Corinna pensa. Não sei quais são os pensamentos dela sobre isso. Mas talvez, de certa forma, esteja relacionado a isso, já que se trata de Michael. Ele era a personificação da força, e acho que ela está protegendo-o mais do que a si mesma, a família e tudo mais. Eu adoraria ver o Michael, bater um papo com ele, tomar um café com ele, em vez de vê-lo numa situação desagradável. Então, temos que respeitar isso”, prosseguiu.
Schumacher ao lado da esposa e dos filhosFoto: YouTube/Reprodução/ND MaisEmoções de Schumacher na Fórmula 1
Abordando o documentário “Schumacher ’94 – O Nascimento de Uma Lenda”, Richard Hopkins lembrou o comportamento dentro e fora das pistas. Diante do ambiente de extrema pressão, um dos maiores pilotos da história da Fórmula 1 não escondia momentos de irritação, algo que reflete o lado humano do alemão.
“Schumacher era um cara muito emotivo, demonstrava seus sentimentos abertamente, principalmente quando se irritava emocionalmente. Não necessariamente triste emocionalmente. Tenho certeza de que houve outras ocasiões em que ele ficou assim. O cara não era totalmente de aço. Ele não era um robô. No fim das contas, ele era um ser humano”, afirmou.
Aos 57 anos, Schumacher jamais se recuperou totalmente do acidente nos Alpes franceses. Apesar do relato de que o alemão passou a ser carregado em cadeira de rodas em sua mansão na Suíça, os registros da vida privada seguem totalmente restritos.
Fonte ND Mais