Vocalista do Supertramp morreu aos 81 anos, após câncer raro impedi-lo de subir aos palcos
O cantor britânico Rick Davies morreu no sábado (6) em sua casa em Long Island, nos Estados Unidos, aos 81 anos. Ele ficou conhecido como fundador e vocalista do Supertramp, grupo de rock progressivo que marcou as décadas de 1970 e 1980.
“Fora dos palcos, Rick era conhecido por seu carinho, resiliência e devoção à esposa Sue, com quem compartilhou mais de cinco décadas. Após enfrentar sérios problemas de saúde, que o impediram de continuar em turnê com o Supertramp, ele se dedicou a se apresentar com seus amigos da cidade natal como ‘Ricky and the Rockets’”, homenageou a banda no domingo (7).
O vocalista do Supertramp fundou o grupo ao lado de Roger Hodgson em 1970. Os dois se conheceram após Davies colocar um anúncio em uma revista, procurando parceiros para um novo projeto musical.
A banda alcançou sucesso comercial com o álbum “Breakfast in America”, de 1979, que vendeu mais de 20 milhões de cópias pelo mundo. O álbum ganhou dois prêmios Grammy em 1980.
“Breakfast In America” foi o maior sucesso do grupo – Foto: Divulgação/Supertramp/NDRick Davies foi “a voz e o pianista por trás das músicas mais icônicas do Supertramp, deixando uma marca indelével na história do rock”, escreveram os colegas. “A música e o legado de Rick continuam inspirando muitos e são uma prova do fato de que grandes músicas nunca morrem, elas continuam vivas”.
Mieloma múltiplo: conheça a doença que matou o vocalista do Supertramp
Em nota, a banda informou no domingo que o vocalista do Supertramp morreu após dez anos de batalha contra mieloma múltiplo, câncer que se desenvolve na medula óssea.
Especialistas do Hospital Israelita Albert Einstein explicam que o mieloma múltiplo de Rick Davies se origina a partir dos plasmócitos, células de defesa do organismo responsáveis pela produção de anticorpos.
No mieloma múltiplo, os plasmócitos produzem anticorpos em excesso no sangue – Foto: Reprodução/Einstein/ND“Estas células, quando doentes, se aumentam de maneira desorganizada, principalmente na medula óssea, que se localiza no interior dos ossos (tutano do osso) e é responsável pela produção das células sanguíneas. Apesar de pouco frequente se comparado aos tumores sólidos, é o segundo tipo de câncer mais comum no sangue”, aponta o glossário do Einstein.
Os plasmócitos, ao sofrerem mutações, se tornam células malignas e passam a produzir quantidade excessiva de anticorpos que se acumulam no sangue. Os sintomas da doença do vocalista do Supertramp incluem:
- Anemia;
- Dores nos ossos, sobretudo nas costas, costelas e bacia;
- Insuficiência renal e hipercalcemia, que causa sonolência sono em excesso e confusão mental;
- Baixa imunidade, pode resultar em infecções frequentes.
O mieloma múltiplo está relacionado a fatores genéticos, ou seja, se o pai ou a mãe tiveram a doença, há mais chance de desenvolvê-la. O risco também aumenta conforme a idade, sendo mais comum a partir dos 60 anos, e tem maior incidência em homens do que em mulheres.
O diagnóstico é feito a partir de exames de sangue e urina, além da biópsia de amostras da medula óssea. O tratamento pode incluir diversas estratégias, como quimioterapia, imunoterapia, radioterapia e transplante de medula óssea.
Legado do vocalista do Supertramp é prova de que de que “grandes músicas nunca morrem, elas continuam vivas”, diz banda – Foto: Divulgação/Supertramp/NDAlém disso, a terapia CAR-T é uma tecnologia inovadora que pode ajudar a no tratamento do mieloma múltiplo. A abordagem modifica células do paciente em laboratório e as reintroduz no organismo para combater a doença.
Ainda conforme o Hospital Israelita Albert Einstein, o câncer do vocalista do Supertramp pode ser prevenido por hábitos simples:
- Alimentação à base de frutas, vegetais e grãos integrais;
- Prática regular de exercícios físicos regular;
- Evitar exposição a substâncias tóxicas, como benzeno e pesticidas;
- Evitar a exposição desnecessária à radiação ionizante, como raios-X e radioterapia.
Fonte ==> NDMais